Política
‘O que ele fez Parnamirim reconhece’
Publicado: 15:54:00 - 21/06/2015 Atualizado: 15:55:15 - 21/06/2015
Agnelo achava um exagero, mas em Parnamirim até os adversários políticos reconhecem. A história administrativa da cidade é dividida em dois períodos: antes e depois de Agnelo.

Os avanços foram significativos sob qualquer ponto de vista. De cidade-dormitório até meados da década de 2000, Parnamirim passou a ser um município de oportunidades, atraindo muitos empreendimentos não só residenciais, mas comerciais e, principalmente, de serviços. Com isso, a renda aumentou. O município, que conquistou a emancipação política em 1958, tem hoje a melhor qualidade de vida do Rio Grande do Norte, ocupa a quinta posição no ranking nordestino do IDH - Índice de Desenvolvimento Humano - ficando atrás apenas de três capitais (Recife, Salvador e São Luís) e da ilha de Fernando de Noronha.

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Mesmo com um crescimento populacional em torno dos 6% ao ano entre 2000 e 2010, Parnamirim tem a menor taxa de analfabetismo do RN, a melhor renda domiciliar e a menor taxa de pobreza do Estado. Nesse período, a taxa de mortalidade de crianças até cinco anos de idade caiu mais de 60%, de 45,9 para 16,2, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano.

Nos oito anos de mandato de Agnelo, Parnamirim se transformou num canteiro de obras. Foram quase mil ruas pavimentadas, 13 novas escolas do ensino fundamental, 12 centros infantis,  25 unidades básicas de saúde reformadas e ampliadas. O município ganhou uma nova maternidade, com dez leitos de UTI neonatal; a população começou a ter acesso a exames de média e alta complexidades.

Foi Agnelo quem deu o pontapé inicial das obras do esgotamento sanitário, divididas em quatro etapas. A primeira já inaugurada, tem capacidade para atender aos moradores de Liberdade e Primavera até 2030. A segunda, a Bacia do Centro, está em fase de conclusão. A terceira, que cobre os bairros de Nova Parnamirim, Emaús e Parque Industrial, em processo licitatório. A quarta etapa, no Litoral, de responsabilidade da Caern, está concluída, mas aguarda o fim de uma demanda judicial, motivada por problemas ambientais, para entrar em operação.

Sempre que questionado sobre o "antes" e o "depois", gostava de responder com outra pergunta: "Que tal inverter a frase? O correto seria Agnelo antes e depois de Parnamirim."

Batalhas

Chegar à Prefeitura de Parnamirim para colocar em prática o que os militares interromperam em Natal, três décadas antes, não foi uma tarefa fácil. A campanha de 1996, quando ele disputou a eleição com Raimundo Marciano, fui uma das mais acirradas do município. O programa eleitoral exibido pela TV Ponta Negra era um festival de acusações de ambos os lados. Agnelo perdeu o pleito, mas ganhou o respeito da população.

Na eleição seguinte, enfrentando o mesmo adversário, uma vez que a reeleição tinha sido aprovada pelo Congresso, Agnelo seria eleito com 28.574 votos, uma diferença de 12.103 votos sobre o principal competidor. Logo nos primeiros meses de governo editou um plano de metas, pegando emprestado o slogan de Juscelino Kubitscheck: “Quarenta anos em quatro”.

Em 2004, disputando com Marciano pela terceira vez consecutiva, venceu com uma votação consagradora. Foi reeleito com 72,8% dos votos válidos.

Nos versos de Bob Motta, membro da Academia de Trovas do Rio Grande do Norte, da União Brasileira de Trovadores e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, o reconhecimento ao trabalho em Parnamirim.

Um prefeito lutador,
mostrou que não estamos sós.
Cuida bem de todos nós,
é grande administrador.
E ele, caro eleitor,
ao baixo nível não desce.
O nosso povo carece,
dele e de sua altivez.
O que Agnelo fez,
Parnamirim reconhece.

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