A odisseia do rock I

Publicação: 2019-08-15 00:00:00 | Comentários: 0
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Alex Medeiros
alexmedeiros1959@gmail.com

Cinquenta anos faz hoje. Era 15 de agosto de 1969, o dia de abertura do Festival de Woodstock, que se estenderia pelos dois dias seguintes, numa fazenda da localidade Bethel, no estado de Nova York. Um evento reunindo nomes consagrados do rock e aqueles já ungidos como grandes revelações de uma revolução musical entrando no seu momento de explosão épica.

Falar que Woodstock foi uma epifania de paz, amor, música e liberdade seria considerar aqueles três dias um experimento de paraíso divino na Terra. Mas, foi quase isso, porque revisto meio século depois pode ser elevado a um milagre. Foi um divisor de águas e discurso no processo da contracultura que fervia, um fato pontual da inserção da juventude no contexto histórico dos anos 1960.

Mais de quinhentas mil pessoas, a maioria jovem, surpreenderam todas as previsões da imprensa e dos produtores do festival, que planejaram inicialmente setenta mil almas num espaço que mal dava para receber dez mil. A loucura hippie e o sonho pacifista, o poder das flores e a musicalidade lisérgica fizeram de Woodstock o mais influente concerto de rock da história, um terremoto de emoções que fez tremer o planeta com ondas sísmicas de rebeldia, reflexão, consciência e ativismo, necessariamente nesta ordem.
A avalanche de jovens que despencou sobre o terreno da cidadezinha endoideceu a polícia e os moradores, que não tinham a menor noção de como aqueles malucos iriam comer e dormir na total ausência de infraestrutura.

Aquilo foi tão louco, e o resultado positivo tão milagroso, que meio século depois a comemoração não foi possível pelo grande descrédito de investidores. Juntar estrelas do rock naquele lugar, de novo, era o milagre improvável.

Nem era preciso o argumento comercial e a narrativa histórica do sucesso de 1969, feitos pelo idealizador Michael Lang para convencer os patrocinadores, todos crédulos na máxima de que dois raios não caem no mesmo lugar.

Hoje com 75 anos, Lang repete sempre que o festival foi rico em história e relevância por gerar um sentimento de esperança nas pessoas, pelo menos naquele momento. Nem ele imaginaria ocorrer isso cinquenta anos depois.

De todas as imagens que cada astro pop deixou na nossa memória e na história, a mais representativa do espírito de Woodstock foi mesmo a do jovem casal Nick e Bobbi, que após vencer o trânsito chegou lá no segundo dia.

Namorados há somente três meses, foram atraídos pela energia do apelo de paz e amor do festival. Abraçados e molhados de chuva, eles viraram a imagem da capa do LP oficial do evento, perpetuado como a sua união.

Hoje, o carpinteiro Nick e a enfermeira Bobbi seguem juntos, após criarem dois filhos. Sempre procurados pela mídia, eles continuam andando abraçados, de mãos dadas, molhados de nostalgia, sendo guias de um museu de Woodstock.

São os cupidos daqueles que buscam conhecer como o rock plantou amor com raízes capazes de se esparramar pelas eras afora. Como uma loucura coletiva de três dias fez de um festival uma odisseia de transformações culturais.

alex

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