A paixão pelas histórias motivam a filatelia

Publicação: 2019-06-02 00:00:00 | Comentários: 0
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Ronaldo Bastos afirma que é a paixão pelas histórias e pelas coleções que motivam a atividade. “Há algo muito mais social na filatelia do que se imagina a primeira vista. O colecionador é um curioso, ele vai atrás da história daquele selo, do que está por trás. Quando mostra sua coleção a alguém, mais do que simplesmente mostrá-la, ele tem oportunidade de compartilhar aquela história”, afirma.

Filatelista potiguar mantém em sua coleção, o selo “Natal 2018 – 200 anos da canção Noite Feliz”
Filatelista potiguar mantém em sua coleção, o selo “Natal 2018 – 200 anos da canção Noite Feliz”

Há temas para todos os gostos: selos com ícones da fauna brasileira, figuras históricas da literatura como William Shakespeare e Mário Quintana, momentos de avanços tecnológicos marcantes como o voo de Santos Dumont e, é claro, grandes acontecimentos esportivos como Olimpíadas e Copas do Mundo de Futebol.

Em sua coleção, Ronaldo afirma possuir cerca de 300 selos, muitos deles dentro da temática de bombeiros, profissão que costumava exercer. “Alguns dizem que a internet prejudicou a filatelia, mas na verdade tem ajudado quem gosta da prática. Agora podemos trocar selos com pessoas do mundo inteiro com mais facilidade”, relata.

De fato, há todo um mercado voltado para a filatelia, e muitos economistas consideram a área um nicho de mercado de raridades, que podem ser valorizadas ao longo do tempo.

Em uma pesquisa feita pela equipe de reportagem em diversas páginas de troca e venda de selos, além de consultas com especialistas, um selo Olho-de-Boi, por exemplo, primeiro selo do Brasil, pode ser adquirido a partir de R$ 700, quando em mau estado de conservação. Na pesquisa, no entanto, foram encontrados exemplares sendo vendidos online por até R$ 22 mil. Para aqueles que estão começando, no entanto, e querem montar uma coleção de selos por hobby, é possível adquirir por cerca de R$ 50 reais toda a coleção de selos lançados no Brasil no ano de 2005, por exemplo, nas próprias agências filatélicas.

“O selo, em geral, é algo com um preço acessível, que permite que as pessoas colecionem por diversão”, afirma Porpino. Anualmente, são lançados editais para que as pessoas enviem sugestões de temas para estampar os selos dos Correios no Brasil.

“Não acho que a prática vai morrer. A internet não matou o papel. Passamos por séculos e mais séculos, o ser humano desenvolveu novas formas de se comunicar mas, mesmo assim, aquela invenção milenar chinesa continua nos pautando em grande medida. Com os selos será a mesma coisa, por que eles não são apenas papel, são história”, conclui Luiz Antonio Porpino.

Até o fechamento dessa edição, os filatelistas ainda não haviam decidido os rumos dos encontros semanais. Atualmente, o número de colecionadores varia entre 10 e 15, que costumam se encontrar de forma regular. Os entrevistados, no entanto, garantem que continuarão a colecionar.

“Além da internet e das próprias agências filatélicas, os chamados 'mercados de pulgas', comuns na Europa, também estão começando a chegar no Brasil. Nesse tipo de mercado, há muitos objetos para colecionadores, entre eles, os selos. Muitas vezes encontramos raridades”, afirma Ronaldo.








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