'É preciso enfrentar as corporações', diz Rogério Marinho

Publicação: 2019-11-09 00:00:00 | Comentários: 0
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O secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, destacou, na tarde de ontem, que uma das próximas reformas que serão propostas pelo governo federal é a sindical. Ele disse que “é preciso enfrentar as corporações que se apropriaram do Estado brasileiro”. A declaração foi dada por Rogério Marinho, ao receber homenagem, ontem, no plenário da Assembleia Legislativa, por iniciativa do deputado Gustavo Carvalho (PSDB), durante sessão presidida pelo deputado Ezequiel Ferreira de Souza.

Durante sessão solene durante a qual recebeu homenagem, Rogério Marinho dicursa no plenário
Durante sessão solene durante a qual recebeu homenagem, Rogério Marinho discursa no plenário

Fim da unicidade
Rogério Marinho afirmou no pronunciamento que uma das mudança da reforma deverá ser o fim da unicidade sindical. “Ainda temos alguns monstros, que é a unicidade sindical, porque a Constituição determina que o sindicato é um cartório, quando o estado brasileiro dá outorga para poder exercer essa atividade numa circunscrição geográfica representando uma categoria”. O secretário de Previdência e Trabalho afirmou que esse modelo “não existe em lugar nenhum do mundo”. “Isso gera toda sorte de distorção, corrupção, maus hábitos, promiscuidade, achaques”. “É verdade que existem bons sindicatos, mas não é a regra, é exceção”, disse.

Novo marco sindical
Rogério Marinho acrescentou que o movimento sindical no Brasil é um 'trambolho”. E explicou: “Trambolho é aquele negócio disforme, complicado, feio e às vezes até mal cheiroso, no meio da sala, que está lá há 76 anos, que as pessoas se acostumaram com, mas faz mal e atrasa o país”.

Rogério Marinho disse que o novo marco sindical no Brasil será discutido com a sociedade para retirar a tutela do estado, “porque quem emprega e quem trabalha, não precisa da intervenção do estado que amarra o crescimento do país”

Contribuição sindical
Ele lembrou que existem mais de 17 mil sindicatos no país e há, ainda, cerca de quatro mil cartas sindicais aguardando aprovação. “A maior parte desses sindicatos existem ou existiam, não em função das atividades que se prestava aos associados, mas em função da criatividade dos governantes, que criaram toda sorte de agremiação para receber um dia de salário do trabalhador brasileiro, sem prestar contas desses recursos e sem fazer o trabalho  que precisava ser feito”, disse ele.

Em 2017, segundo Marinho, depois que foi retirada essa situação, mais de R$ 4 bilhões deixaram de irrigar os cofres dessas entidades. “Então, não é à toa que a turma está chateada”.

Rogério Marinho destaca que será proposta uma reforma sindical
Rogério Marinho destaca que será proposta uma reforma sindical

Representação política
Rogério Marinho também falou, na tribuna da Assembleia, sobre o papel político do cidadão e as consequências da sua atuação nas reformas em curso no país. “A política por mais que esteja sob o escrutínio da sociedade de uma forma perniciosa, ela é a atividade mais nobre do ser humano”. Marinho relatou, que numa viagem à Bahia, uma pessoa lhe perguntou: “Você não se elegeu deputado federal pelo Rio Grande do Norte em função da sua atuação parlamentar e das reformas que defendeu junto ao Congresso Nacional, você repensaria ou teria uma atitude diferente?” O ex-deputado respondeu: “Faria tudo outra vez”.

Coerência e convicções
Rogério Marinho prosseguiu, dizendo que “não adianta exercer uma atividade [política], se não tiver convicções e não acreditar no  que prega ou apresenta”. Para o ex-deputado, “não há nada pior  no ser humano quando ele não se expõe, o homem público tem que ser expor, ser verdadeiro e inteiro, ele não pode ter subterfúgios, para que as pessoas não comprem uma gestão que não é correta, que não é adequada e que no exercício do mandato vai tomar um rumo diferente, daquele que ele pregou na praça pública, nos palanques, na televisão pra ganhar ou  conquistar o voto”. O secretário nacional da Previdência Social disse que “pagou o preço da coerência que tive e das convicções que tenho”, mas certamente a sua vida se organizou de tal forma, que permitiu e lhe deu oportunidade de estar ao lado do presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, “para colocar em práticas aquelas ideias, que eu imaginava que eram importante para o país”.
Rogério Marinho foi homenageado na Assembleia Legislativa
Rogério Marinho foi homenageado na Assembleia Legislativa

Enfrentamento 
Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia disse que tem dois caminhos: “Ou nós ficamos inertes, aceitamos as conveniências, ou enfrentamos as igrejinhas, as corporações, aqueles que se apropriaram do estado brasileiro”. Segundo Rogério Marinho, ”toda mudança, qualquer que ela seja, gera desconfiança e resistência e por mais benéfica que seja, atinge grupos encastelados, que se beneficiam da situação do estado atual”.

Página virada
O secretário de Trabalho e Previdência disse ter “a convicção de que o Brasil virou página, elegeu um presidente que é a ruptura que o país está e montou um ministério com 22 ministros sem escutar os partidos políticos e que permitiu a eles montar as suas equipes. “Temos a menor taxa de juros da história do Brasil, a menor inflação e o menor risco do país desde 2013, que era época de crise. Nós estamos hoje com uma inversão de crescimento no setor privado, no primeiro semestre, de quase 2% contra menos de 0,5% do setor público, porque esse governo está tirando o estado do cangote de quem produz e de quem trabalha no país”.

Orçamento
Além disso, Rogério Marinho afirmou que a partir de 2020 o orçamento no Brasil é impositivo - “significa que o Brasil está ombreado hoje com as principais e mais importantes democracias e economias do mundo, quando o orçamento for votado no Congresso Nacional, ele será implantado na sua integralidade, a não ser que haja uma catástrofe”. Marinho explicou que o orçamento impositivo, aprovado no Congresso Nacional, retira o poder discricionário do Poder Executivo, elaborado com participação do legislativo e do povo brasileiro, como acontece na Alemanha, França, Suécia e Estados Unidos.






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