''É preciso o uso racional e pensar na segurança hídrica''

Publicação: 2018-06-10 00:00:00
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Confira a entrevista com Josivan Cardoso, presidente do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte. Veja abaixo

Qual a situação atual dos reservatório potiguares?
É importante ressaltar que os últimos anos de seca foi gradativamente esgotando as reservas hídricas estaduais. Evidente que mesmo com as ações de gestão (fiscalização, monitoramento e controle) intensificadas nos últimos anos, a falta de chuvas que chegou a deixar os reservatórios com cerca de 11% da capacidade total de armazenamento dos 47 maiores reservatórios em média, fez com que dos 167, 153 municípios entrassem em emergência, 18 cidades em colapso total e 77 em rodízios.

Créditos: Arquivo TNJosivan Cardoso, presidente do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn)Josivan Cardoso, presidente do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn)

Josivan Cardoso, presidente do Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn)

E como isso afetou a produção?
Na área de produção, trechos de rios foram proibidos de captação de água para irrigações e outros sistemas. Tudo isso para manter por mais tempo a água ainda existente. Atualmente, o Estado tem uma média de armazenamento de 31,5% nestes grandes reservatórios. Claro, que não foi possível sair da situação crítica em todos os açudes, até porque ainda temos 2 secos, 8 em volume morto. Os reservatórios que podem operar os sistemas, estão sendo devidamente monitorados pelo Igarn, para que os usos sejam sustentáveis e mantenham a reserva por mais tempo permissível.

Até quando eles terão água para consumo?
Em um destaque podemos afirmar que os reservatórios que chegaram entre 25% ou mais de armazenamento com as últimas chuvas, conseguem atender a demanda até o próximo inverno. Mas existe reservatórios que pouco recuperaram, a exemplo de Dourado em Currais Novos (seco) e Gargalheiras em Acaria (praticamente seco). Portanto, é preciso o uso racional e com pensamento na segurança hídrica para os próximos anos, pois estamos no Semiárido e assim, temos o sistema sempre em risco.



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