Árbitro potiguar garante vaga no quadro nacional do Fut-7

Publicação: 2020-03-26 19:14:00
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O árbitro potiguar Anderson Duarte de Lima, de 39 anos, foi inserido no quadro nacional da Confederação de Futebol 7 do Brasil. Além das competições organizadas pela Liga Norte-rio-grandense de Futebol 7 (LNF7), Anderson também atuou na Copa do Nordeste e Taça Brasil da modalidade.

Árbitro desde 2017, Anderson Duarte resolveu trocar o posto de "jogador" para o de "juiz" após uma lesão que o afastou dos gramados. "Em uma pelada no Planato, após uma dividida em um dia de muita chuva, rompi o ligamento cruzado do joelho e fiquei afastado por um ano. Após oito meses, comecei a apitar, até para ajudar, peladas e alguns torneios de futsal entre amigos. Eu não podia jogar, mas queria estar no meio. Aí fui criando gosto e tive a oportunidade de fazer o curso de formação de árbitro da Liga em 2017. Comecei a estudar e assistir muitos jogos e assim começou, profissionalmente", disse.
Créditos: DivulgaçãoAnderson é árbitro desde 2017Anderson é árbitro desde 2017
Em um país onde, infelizmente, o árbitro é o menos respeitado dentro do esporte, só a conclusão do curso não foi suficiente para que Anderson seguisse trabalhando no Futebol 7 potiguar. A fé foi um fator fundamental para que ele conseguisse aceitar e encarar o desafio que o esperava.

"Quem trabalha com futebol sabe como as coisas são para a gente (árbitro). Para que eu conseguisse ingressas de vez, continuar e não desistir, mesmo devido as circunstâncias e ocasiões que acontecem, as vezes muito desrespeitosas dentro do campo, é ter aceitado Jesus em fevereiro de 2017. Isso aí é meu pilar, minha força. Minha fé é quem me segura na hora da explosão, me dá sabedoria e discernimento na decisões. Pra ouvir o que a gente escuta e saber segurar tudo isso, só com muita calma, sabedoria e, claro, certeza do que estamos fazendo", desabafou.

Anderson Duarte segue fazendo seu trabalho que, em 2019, lhe rendeu destaque e convocação para Taça Brasil. O ano de 2020 será a sua quarta temporada com o apito na mão e os bons frutos colhidos durante todo este tempo rendem desejos de um futuro de mais estrada pelo país. 

"O que eu busco futuramente é continuar na arbitragem sempre buscando me adaptar e atualizar. Tudo o que for concedido de acordo com o meu trabalho, vou buscar fazer da melhor forma para seguir abrindo portas e ter cada vez mais experiência pelo Brasil", finalizou.








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