Área do Forte dos Reis Magos poderá ganhar um parque

Publicação: 2019-06-27 00:00:00 | Comentários: 0
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Ramon Ribeiro
Repórter

A Fundação José Augusto (FJA) apresentou ontem (26) para a imprensa o projeto conceitual do Parque do Forte dos Reis Magos. Trata-se de uma espécie de complexo cultural, esportivo e turístico que se propõe a requalificar o entorno da emblemática edificação potiguar – que atualmente está em obras de restauro e de adaptação arquitetônica. Segundo o diretor geral da FJA, Crispiniano Neto, o projeto é algo inicial e serve para começar uma série de negociações com a União e a Prefeitura para se viabilizar o projeto executivo e se buscar recursos. O investimento, ainda segundo o Crispiniano, deve vir do governo federal a partir de verbas nunca utilizadas do PAC Cidades Históricas que estavam previstas para a capital potiguar.

Projeto ainda em fase conceitual contempla um pavilhção da Fortaleza, com quiosques
Projeto ainda em fase conceitual contempla um pavilhão da Fortaleza, com quiosques

O projeto já havia sido apresentado em Florianópolis na “Oficina Construção da Candidatura do Conjunto de Fortificações do Brasil a Patrimônio Mundial”, promovido pelo Ministério da Cidadania, Ministério do Turismo e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Segundo o diretor da FJA, Crispiniano Neto, o PAC das Cidades Históricas tinha em torno de R$ 39 milhões destinados para o RN, em 2013. O Governo do Estado assumiu algumas dessas despesas na fase de transição entre Governo Dilma para o Governo Temer. “É o caso do TAM, Forte dos Reis Magos, EDTAM, Pinacoteca e mais 14 praças do Centro Histórico. Esses projetos foram enquadrados no Governo Cidadão, com recursos do empréstimo do Banco Mundial, e estão todos em obras. Com isso sobraram R$ 19 milhões do PAC. Esse dinheiro ainda existe e vamos atrás de resgatá-lo”, garante Crispiniano, ressaltando que o projeto é algo fundamental para a candidatura do Forte dos Reis Magos ao título de Patrimônio da Humanidade, pela Unesco.

“Apresentando um projeto conceitual para o entorno do Forte, mostrando plano de uso, gestão e de negócios, creio que o RN será contemplado com esses recursos. Vamos lutar para até 2022 termos em Natal um patrimônio histórico e cultural da humanidade”.

O projeto conceitual foi desenvolvido pelo escritório de arquitetura do potiguar Haroldo Maranhão, em conjunto com os arquitetos Jessé Góis e Marcela Scheer.  No projeto está previsto um um mirante para se observar o Forte num ângulo diferente; alargamento da passarela de acesso ao Forte, permitindo também a passagem de veículo leve; criação do pavilhão da Fortaleza, com quiosques de artesanato, posto policial, banca de informação aos turistas e banheiros; praça de eventos com capacidade para até 100 mil pessoas e que permite diferentes arrumações de palco; Calçadão da Zila, em homenagem à poeta Zila Mamede; escadaria de acesso a praia, de modo que também sirva como arquibancada para apresentações que aconteçam na areia; Largo dos Potiguares, com inscrições no piso em referência aos índios que habitavam a área; equipamentos esportivos e playground; além de estacionamento com 900 vagas.

Segundo Haroldo Maranhão, o projeto foi desenvolvido para uma realidade de investimento de até R$ 30 milhões, mas pensado de modo que seja realizado por etapas, conforme a disposição de recursos.

“Vamos requalificar toda a área ao redor do Forte, dotando com equipamentos que melhoram a visitação, o acesso de pessoas idosas, portadores de necessidades especiais, melhor acesso a praia, com um espaço para receber até 100 mil pessoas. Além de se criar uma janela para o Rio Potengi, já que o projeto se propõe também a conectar a Via Costeira até a avenida do Contorno, passando pela orla, Forte, prédios históricos,  Museu da Rampa, Canto do Mangue, Rua Chile, Praça Augusto Severo, até a Pedra do Rosário”, comenta Haroldo, ressaltando as adaptações previstas para melhorar o fluxo de veículos na região, inclusive com ciclovia. “O parque vai funcionar como uma antessala do Forte para os turistas, mas principalmente para os natalenses. Vamos ter um espaço na cidade que ainda não se tem, em uma área fabulosa que nunca foi usada plenamente”.




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