Área seca aumenta ao longo de setembro no RN

Publicação: 2020-10-22 00:00:00
O Mapa do Monitor de Secas de setembro, da Agência Nacional de Águas (ANA), e indica o aumento das áreas com seca em 14 das 19 unidades da Federação acompanhadas: Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins. A redução de áreas com o fenômeno aconteceu somente no Rio Grande do Sul. Três estados que passam por forte seca permaneceram com 100% de seus territórios com o fenômeno em setembro: Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. A Bahia se manteve no patamar de 68% de sua área com seca.

Créditos: RICARDO ARAÚJOÁrea seca no Estado aumentou ao longo do mês de setembroÁrea seca no Estado aumentou ao longo do mês de setembro

No Rio Grande do Norte, houve um aumento da área de seca fraca na região central do Estado. Os impactos são de curto e longo prazo em parte do Seridó e Borborema. Nas demais áreas, são de curto prazo. Entre agosto e setembro, aconteceu um aumento significativo da área com seca fraca no território potiguar, passando de 14,57% para 33,54% – maior percentual desde maio deste ano (42,56%). Apesar da expansão do fenômeno, o Rio Grande do Norte registrou a melhor condição de seca do Brasil no Mapa do Monitor de setembro.

Em termos de severidade do fenômeno, o Distrito Federal e 11 estados tiveram o agravamento da seca entre agosto e setembro: Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Tocantins. Em outros seis estados, o grau de severidade da seca se manteve: Ceará, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Santa Catarina. Nesse quesito, o Rio Grande do Sul foi o único estado do Mapa do Monitor a ter melhora na severidade do fenômeno.

A situação de seca mais severa registrada em setembro – seca extrema – aconteceu em Mato Grosso do Sul (24,08% de seu território), Paraná (8,6%) e Minas Gerais (2,92%). Já o Estado que registrou as melhores condições foi o Rio Grande o Norte, que teve a menor área com seca (33,54%) e somente na intensidade fraca.

Setembro é climatologicamente seco em grande parte do Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Tocantins. As chuvas são inferiores a 30mm na maior parte dos estados nordestinos, norte de Minas Gerais, nordeste de Goiás, leste de Tocantins, Distrito Federal e centro-norte de Mato Grosso do Sul. Já no Sul e em alguns pontos do litoral de Pernambuco, Alagoas e Bahia; os volumes médios mensais de chuvas oscilam entre 120mm e 250mm.

Os maiores volumes de precipitação registrados em setembro de 2020, com valores acima de 150 mm, ocorreram em parte do Rio Grande do Sul, no sul e planalto catarinense, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e em alguns pontos no leste da Bahia. Por outro lado, houve ausência de precipitação ou acumulados inferiores a 30 mm em grande parte dos estados onde setembro é considerado um dos meses mais secos do ano.

As maiores anomalias de chuvas abaixo da média aconteceram em grande parte do Paraná e de Santa Catarina, além do noroeste e norte do Rio Grande do Sul. Em contrapartida, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o extremo sul catarinense e boa parte do Rio Grande do Sul (leste e região central) tiveram os maiores registros de precipitações acima da média. Nas demais áreas, as chuvas ficaram próximas da média de setembro.