A relevância das relações sociais para o tratamento do paciente oncológico

Publicação: 2017-07-16 00:00:00 | Comentários: 0
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Larissa Gregório Rocha
Assistente Social – Casa Durval Paiva

Os seres humanos se organizam socialmente formando uma rede de laços ou relações interpessoais que são constituídas por famílias, grupos ou comunidades, podendo-se dizer que a unidade dessa teia é constituída pela interação de duas pessoas. A complexidade se torna ainda maior quando envolve mais pessoas ou grupos que se relacionam e estabelecem uma ligação, a qual se trata de uma aptidão que nasce com o homem, um instinto de organizar-se em grupo e/ou estabelecer relações com as pessoas que lhe rodeiam.

Segundo pesquisas, comprova-se que o estabelecimento de vínculos interpessoais, grupais e comunitários mais próximos proporciona ao paciente oncológico o sentimento de proteção e apoio das pessoas envolvidas, sendo importante destacar também como benefício das relações sociais o desenvolvimento da integridade física e melhor aceitação e resposta ao tratamento e moderações aos efeitos colaterais da doença, que estão relacionados ao fortalecimento de vínculos.

É importante evidenciar que as relações sociais são formas de relacionamento interpessoal, grupal ou comunitário que dão ao indivíduo uma assistência que tem como característica o suporte social e o apoio emocional: carinho; amor; prestação de serviços por parte da rede sócio assistencial; informação, orientação; proteção, cuidado, acolhimento; referência social, valorização; aceitação; compreensão e familiaridade são itens que de alguma forma influenciam no comportamento do paciente na direção da saúde.

O sentimento de ser amado, cuidado, protegido e de pertencer a uma rede de abrigo que geralmente é constituída pelo grupo familiar e de amigos mais próximos é de extrema importância para o paciente oncológico, que no período do tratamento passa por diversas implicações de ordem social, familiar e econômica, que podem refletir na fragilidade das relações sociais familiares, as quais trarão possíveis consequências ao andamento do processo curativo do paciente. Para que existam relações sociais é preciso que haja contato, que as pessoas estejam juntas de modo relativamente constante. Não há relação social sem encontros, sem convivências.

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