A suíça 100% brasileira

Publicação: 2020-02-15 00:00:00 | Comentários: 0
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Alex Medeiros
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A atriz Sylvia Bandeira faz hoje 70 anos. Na estampa de senhora estão os traços comprobatórios de uma juventude que encantou o Brasil, na trajetória profissional as contraprovas de um talento todo peculiar em mais de quarenta anos de atuação, no teatro, na televisão e no cinema. Nasceu rica e bela, e precisou superar a inveja dos recalcados e mostrar que era mais que um rosto bonito. Viveu em Genebra até os 17 anos, ganhou o mundo e veio ao Brasil.

E veio para não mais sair, virou produto e referência nacionais com sua beleza perturbadora que logo se expandiu no cenário e no contexto, presente em capas de revistas, comerciais de shampoo, telejornal, novelas, filmes e espetáculos teatrais. Muito jovem ainda, virou repórter do Fantástico em 1975, depois comediante em múltiplos papéis no humorístico Planeta dos Homens, da TV Globo, contracenando com Jô Soares, que se tornaria seu marido.

O teste como atriz de verdade viria em 1979 e 1980, atuando no cinema e no teatro respectivamente no filme “A República dos Assassinos”, de Miguel Faria Jr., e na peça “Brasil, da Censura à Abertura”, escrita e dirigida por Jô Soares.

Uma estreia nada fácil para muitos, mas que Sylvia tirou de letra aproveitando o privilégio de ter ao lado figuras icônicas como Tarcísio Meira e Marília Pêra. A saudosa diva do tablado não só gostou da nova atriz, como lhe deu empurrão.

Os anos 1980 foram decisivos para a consolidação da sua carreira, onde tanto sua beleza anatômica quanto seu robusto talento se refletiram nas capas de revistas e nos constantes papéis que interpretou com muito bom rendimento.

Numa das mais belas entrevistas (põe bela nisso) do histórico programa TV Mulher, Marília Gabriela recebeu Sylvia Bandeira num papo cabeça. A imagem das duas foi de uma sensualidade ímpar, duas gatas do feminismo sadio.

O estereótipo da modelo suíça era a essência da feminilidade brasileira; estrelou comercial de shampoo, deu aula de matemática e física no Telecurso 2º Grau e apresentou um programa em parceria com o mito Paulo Gracindo.

Em “Bar Esperança”, de 1983, rouba algumas cenas. E olha que ali estavam figuras como Marília Pêra, Hugo Carvana, Daniel Filho, Paulo César Pereio, Osvaldo Loureiro e uma promessa da sua geração: Luiz Fernando Guimarães.

Depois de centenas de trabalhos, chegou na maturidade surpreendendo o universo artístico no papel ousado de Marlene Dietrich. E para aumentar o espanto, interpretava no palco as canções que consagraram a diva alemã.

Apenas um depoimento, um só, sobre seu desempenho, foi definitivo para dispensar qualquer outra crítica. A rainha dos palcos, Bibi Ferreira, afirmou que o espetáculo foi “irrepreensível” e que Sylvia Bandeira estava “soberba”.

Sua vida e carreira estão na autobiografia que lançou em setembro de 2013. Continua no batente com a mesma garra de quando iniciou. Recentemente, indagada sobre a velhice, respondeu que o fato “não tem nada de poesia”.

Em 2005, na festa de 30 anos da Playboy, ganhou um automóvel num sorteio que pedia a melhor resposta para a pergunta “como se sente sendo homenageado pela Playboy”. E ela, aos 45: “tão gostosa quanto a revista”.

Créditos: DivulgaçãoSylvia Bandeira, atrizSylvia Bandeira, atriz

Corporativismo
No ano passado, a pendenga entre o senador Renan Calheiros e a jornalista Dora Kramer não repercutiu com tanta histeria quanto agora diante do episódio envolvendo a repórter Patrícia Campos. A imprensa corta como as formigas.

Kramer vs Renan
Disse o alagoano: “Dora Kramer acha que sou arrogante. Não sou. Sou casado e por isso sempre' fugi do seu assédio. Ora, seu marido era meu assessor, e preferi encorajar Geddel e Ramez. Não foi presunção. Foi fidelidade”.

No Vaticano
Ao conversar com o petista Luiz Inácio, o argentino Jorge Bergoglio se torna o primeiro papa a copiar no Vaticano uma cena das últimas horas de Jesus antes da morte no Gólgota. O Cristo teve ao seu lado os ladrões Dimas e Gestas.

Eleições
Na primeira pesquisa eleitoral de 2020, a novidade (independente se os dados são científicos ou não) é de novo a presença de Bruno Giovanni com 6,3% das intenções de votos. No final de 2019, o blogueiro já havia aparecido com 5%.

Há 16 anos
Em 2004, o nome da jornalista Micarla de Sousa apareceu com 10% numa pesquisa do Instituto Consult, fato que a colocou como vice-prefeita de Carlos Eduardo. Ela se elegeu deputada em 2006 e depois prefeita em 2010.

Ausência
Qual seria o critério utilizado pelo instituto para retirar da disputa o nome da deputada petista Natália Bonavides? Na pesquisa de dezembro 2019, ela aparecia com 11%, um índice que não deve ser ignorado ou esquecido.

As viúvas
Pela décima primeira vez, o bloco As Viúvas do Tadeu agita seus foliões com muito samba, frevo e marchinhas ao de uma orquestra e dos grupos Samba da Hora e Samba da Caçamba. Hoje a partir das 12h no Bar Tijibu, Candelária.

Aponta
Hoje tem folia nas areias de Ponta Negra. O já bloco “Aponta” se concentra em frente ao Hotel Manary a partir das 14h e segue até o Morro do Careca. O ideal é chegar 10h ou 11h, curtir o sol e o mar e depois cair no frevo com cerveja.

Bandagália
Chegou o grande dia. A Bandagália de volta às ruas da cidade como nos anos 80-90, fazendo na folia a releitura da sua história de resgate do carnaval de Natal. Concentração a partir das 15h no Bar 294, saindo para o Atheneu.







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