‘Trilhas’ levam a UFRN além dos muros

Publicação: 2018-07-15 00:00:00 | Comentários: 0
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Agência Fotec/RN
Mycleison Costa

Entre os dias 21 e 28 de julho a Pró-reitoria de Extensão (PROEX) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizará mais uma edição do Trilhas Potiguares, programa de extensão universitária que promove há 22 anos ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população de cidades com até 15 mil habitantes, no Rio Grande do Norte, atendendo sempre a demanda apresentada por cada município.

Na 22ª edição do projeto Trilhas Potiguares, 18 municípios serão atendidos pelo programa
Na 22ª edição do projeto Trilhas Potiguares, 18 municípios serão atendidos pelo programa

Este ano, 18 municípios serão atendidos pelo programa: José da Penha, Serrinhas dos Pintos, Patu, Carnaubais, Angicos, Pedro Avelino, Jandaíra, Caiçara do Norte, Pedra Preta, Serra Negra do Norte, Carnaúba dos Dantas, Jaçanã, Serra de São Bento, Lagoa D’anta, Lagoa Salgada, Lagoa de Pedras, Espírito Santo e Arez.

As equipes são constituídas por dois servidores do quadro efetivo da UFRN na condição de coordenadores e até 20 discentes dos cursos de nível técnico, da graduação e pós-graduação, além de representantes dos municípios visitados. Alguns desses voluntários atuarão na produção de conteúdo informativo sobre as atividades desenvolvidas pelo programa, como correspondentes do Comtrilhas, projeto irmão do Trilhas Potiguares, idealizado pelo Departamento de Comunicação Social da UFRN (Decom).

Breno Guilherme Cabral, Pró-reitor Adjunto de Extensão e Coordenador do Trilhas Potiguares, informa que em comparação com a edição de 2017 houve uma redução no quantitativo de municípios. Ano passado foram 25, este ano, 18 cidades receberão as equipes. Quando questionado se o corte realizado pelo Governo Federal nas verbas destinadas a educação tem influência neste decréscimo no número de municípios, Breno explica. 

“Claro que os cortes influenciam nisso, mas, na verdade, ela foi muito mais relacionada a nossa logística de atuação de transportes. Ano passado, com 25 municípios, tudo funcionou bem, mas, durante a reunião de avaliação interna do programa, nós optamos por diminuir esse número, pois queríamos uma qualidade melhor no controle e no acompanhamento desses projetos mais de perto”.

Cabral declara que as expectativas para a edição deste ano são as melhores possíveis, e enfatiza todo o planejamento que há por trás deste que é o maior programa de extensão da UFRN. “Nós sempre temos feito um trabalho muito pautado no planejamento e um exemplo disso é essa redução no número de municípios. Nesta edição também estamos dando uma atenção maior aos projetos relacionados a cultura e memória, visto a temática dos 60 anos da Universidade e a importância dela para o estado”. 

Já a coordenadora adjunta do Trilhas Potiguares, Eriama Hackradt, destaca a aproximação entre a universidade e a comunidade como o maior mérito do programa. “Nossa maior realização é o envolvimento entre os discentes e a população, pois os alunos levam seus conhecimentos da academia para os municípios e lá acontece uma incrível troca de experiências. Essa semana que os voluntários passam junto das comunidades proporciona momentos únicos que todos levam por toda a vida”, afirma.

Para ela, o Trilhas Potiguares é um marco na Universidade Federal do Rio Grande do Norte: “O aprendizado de vida adquirido no programa é ainda maior que toda qualificação acadêmica. Acredito que aquilo que os alunos vivem aqui não é ofertado em nenhum outro lugar. Para mim, fazer extensão é isso”.


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