A vanguarda acadêmica no FLIN

Publicação: 2017-09-09 00:00:00 | Comentários: 0
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A relação entre a música e a literatura será mais uma vez discutida no Festival Literário de Natal que este ano acontece entre os dias 8 e 11 de novembro. Desta vez, o tema virá revestido com o fardão da Academia Brasileira de Letras. Geraldo Carneiro, poeta, tradutor, roteirista de televisão e letrista,  que este ano ocupou a cadeira antes pertencente a Sábato Magaldi, irá compor uma mesa com o filósofo, poeta e também letrista Antônio Cícero, eleito no mês passado para ocupar a cadeira que pertenceu ao acadêmico Eduardo Portela.

Em visita à Bienal do Livro no Rio de Janeiro, prefeito Carlos Eduardo e secretário Dácio Galvão reencontram Fagner e os novos acadêmicos Geraldo Carneiro e Antônio Cícero. Na agenda, convite para compor mesa no Flin
Em visita à Bienal do Livro no Rio de Janeiro, prefeito Carlos Eduardo e secretário Dácio Galvão reencontram Fagner e os novos acadêmicos Geraldo Carneiro e Antônio Cícero. Na agenda, convite para compor mesa no Flin

O convite e a reunião com os dois foi realizada pelo prefeito Carlos Eduardo e pelo secretário de Cultura, Dácio Galvão, em viagem ao Rio de Janeiro esta semana, na qual ficou definida a formação da mesa que terá também a participação de um membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras.

“Há algumas edições o nosso Festival Literário contempla a participação da Academia Brasileira e Norte-rio-grandense de Letras com a participação de vários acadêmicos que aqui vieram debater os mais diversos temas ligados à literatura. Acho importante porque a Academia é o local onde se realiza grandes conferências e ciclos literários e a troca de experiências com os nossos escritores pode acrescentar e muito o Festival Literário”, diz o prefeito Carlos Eduardo.

Geraldo Carneiro e Antônio Cícero são de uma geração que conviveu com a revolução de costumes e a vanguarda literária no Brasil do final dos anos 60 e começo do 70 e têm muitas letras que se popularizaram na voz de compositores e cantores em parcerias consagradas. Carneiro manteve durante 12 anos uma parceria com Egberto Gismonti e ao longo da carreira também foi parceiro de músicos como Tom Jobim, Wagner Tiso e Francis Hime. Antônio Cícero, além da famosa parceria com a irmã Marina Lima, que já rendeu uma apresentação conjunta no Flin de 2014, também é parceiro de compositores como Adriana Calcanhoto, Lulu Santos, João Bosco, Wally Salomão, Caetano veloso e José Miguel Wisnik.

O secretário Dácio Galvão explica que o Festival Literário deste ano terá como tema central Memória e Ficção aproveitando a coincidência de efemérides ligadas à literatura brasileira e a poesia. “Não a memória guardada, escondida, mas a memória de pessoas e movimentos cujos ecos perduram até hoje na literatura e na cultura brasileira”, afirma.

Ele explica que haverá uma mesa, por exemplo, com a presença dos cartunistas Jaguar e Chico Caruso sobre o também cartunista Henfil, que marcou época no jornal O Pasquim e que morou durante alguns anos em Natal. Outra participação na mesma direção será do escritor, músico e compositor baiano Tom Zé, figura central no Tropicalismo que em 2017 completa 50 anos, ou a participação do multiartista pernambucano Antônio Nóbrega sobre o legado de Ariano Suassuna que este ano estaria completando 90 anos de idade.

Ainda dentro do tema geral da memória será composta uma mesa para debater sobre a obra de escritores como Manoel Dantas e Frei Miguelinho e a homenagem deste ano será ao também acadêmico Zuenir Ventura que, desde que o Flin surgiu ainda como Encontro de Escritores na gestão anterior do prefeito Carlos Eduardo, é uma espécie de colaborar informal e padrinho de Natal ajudando na formatação e no contato com escritores de todo o Brasil. A mesa dele será composta ainda pelo também jornalista e escritor Edney Silvestre.

Segundo Dácio Galvão a programação do Flin não está totalmente fechada, faltando alguns detalhes sobre a participação dos editores locais e a na programação da tenda Moacir Cirne que este ano irá abordar temas como a diversidade de gêneros e a participação afro-brasileira na literatura potiguar.

Mas já está confirmada a parceria com o SESC na programação voltada ao segmento infanto-juvenil e a tradição da oralidade com o festival de violeiros que anualmente têm lotado a tenda principal na apresentação que realizam.

Carlos Eduardo e Dácio Galvão visitaram ainda a Bienal do Livro do Rio de Janeiro onde foram aos estandes de algumas das mais importantes editoras brasileiras como a Cia das Letras,  Sextante, Record, Globo, Cortez, Zahar, entre outras. Além da parte comercial, a Bienal tem uma vasta programação de debates sobre temas que vão além da literatura. Um dos espaços é o Café Literário que propicia a interação do público com os autores e onde durante o dia são realizadas diversas sessões com temas como política, economia e educação, mas também voltado a formação de novas gerações de leitores. 

Shows
Na passagem pelo Rio de Janeiro, o prefeito Carlos Eduardo se encontrou também com o cantor e compositor Raimundo Fagner. Ele sempre tem participado das atividades do Natal em Natal e este ano deverá se apresentar novamente na cidade em data e local ainda a ser definido dentro da programação do evento. “O Natal em Natal terá mais uma vez espaço para a literatura, o audiovisual, a dança, o teatro e não poderia faltar a música que este ano estará presente na Ribeira durante o Flin e no aniversário da cidade no dia 25 de dezembro numa programação que ainda estamos fechando”, diz o prefeito.

Museu do Amanhã
Outro compromisso na área cultural foi uma visita ao Museu do Amanhã, onde o prefeito e o secretário Dácio Galvão foram recebidos para uma visita guiada e para esclarecer aspectos do funcionamento do museu, sua concepção e manutenção.

Inaugurado em dezembro de 2015 como uma âncora da revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro, o Museu do Amanhã já recebeu mais de dois milhões de visitantes e é hoje um dos destinos mais visitados tanto pelos moradores como por turistas no Rio de Janeiro.

Além da exposição permanente voltada para o tema da sustentabilidade e o destino do planeta, abriga exposições temporárias como a em exibição atualmente sobre os refugiados do clima e outra sobre o holocausto. Também desenvolve atividades como conferências, palestras, workshops, cursos e oficinas sobre temas ligadas a sustentabilidade e a ecologia. Foi uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro e é administrado pelo Instituto de Desenvolvimento de Gestão, que além dos recursos municipais capta recursos no governo federal e na iniciativa privada para a manutenção das atividades do museu. “É uma iniciativa grandiosa que mostra uma tendência mundial de ter equipamentos culturais, especialmente na área da museologia, como atrativos turísticos e de ensino também, que podemos seguir, aperfeiçoando o que já foi feito quando implantamos o Memorial Natal, no Parque da Cidade, e o Museu de Cultura Popular, na Ribeira”, diz Carlos Eduardo. 

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