A volta dos Beatles

Publicação: 2020-12-25 00:00:00
Alex Medeiros
[ alexmedeiros1959@gmail.com ]

Não procurem, que não irão achar nenhum grupo de pessoas mais contentes neste momento de pandemia do que a turma da beatlemania, que recebeu o melhor presente de natal enviado por vídeo pelo cineasta Peter Jackson, que resolveu gravar um recado sobre a quantas anda a produção de um filme sobre os Beatles, que virá repleto de imagens inéditas da banda e que ele já batizou de “Get Back”. O vídeo de Jackson se espalhou pelo mundo em minutos.
Créditos: Reprodução

O diretor neozelandês abre a mensagem aos fãs dos Fab Four avisando que ali não se trata de um trailer – coisa que só ocorrerá ano que vem – mas de um apanhado de imagens aleatórias que compõem as incríveis 56 horas de material inédito, apenas para que nós, os beatlemaníacos, tenhamos uma noção do espírito do filme que ele e sua equipe estão fazendo. E destaca que “é só para colocar um sorriso em seu rosto nestes tempos bastante sombrios”.

Jackson explica no vídeo que o filme estava para ser concluído neste final de ano, mas com a crise da Covid-19 o trabalho atrasou devido às providências para evitar contatos presenciais na equipe. Agora está retomando em casa.

E quando diz em casa é para informar que a alternativa viável para adiantar as filmagens foi se deslocar para a Nova Zelândia, sua pátria que neste momento está praticamente livre do contágio, onde retomou a produção e a edição.

Desde que dirigiu a trilogia de “O Hobbit” (Senhos dos Anéis), em 2014, que Peter Jackson se concentrou no trabalho de restaurar velhos materiais de acervos para transformá-los em documentários ambiciosos, como fez em 2018.

Naquele ano, depois de colorir imagens da Primeira Guerra Mundial, ele lançou “The Shall Not Grow Old” (Eles Não Envelhecerão), que foi recebido com aclamação pela crítica e pelo público. E está fazendo o mesmo com os Beatles.

O documentário musical “Get Back” é rico em imagens recém-restauradas por ele, e que jamais foram vistas pelos milhões de fãs da maior banda de rock de todos os tempos. No vídeo que postou, diz que o trabalho já está pela metade.

No começo do ano, em março, após adquirir os direitos de distribuição de “The Beatles: Get Back”, a Disney divulgou que o filme tinha momentos notáveis do quarteto de Liverpool, durante as conversas alegres compondo as canções.

Há muita coisa inédita capturada quando eles gravaram o álbum Let It Be, o décimo terceiro e último feito em estúdio, incluindo momentos da última apresentação pública da banda, no topo do prédio Apple Corps, em Londres.

Desde quando dirigiu “A Batalha dos Cinco Exércitos”, episódio da saga Senhor dos Anéis, que Peter Jackson está sem dirigir um longa-metragem de ficção. Após isso, se envolveu numa cuidadosa remasterização da aventura.

Mas ao se debruçar sobre 56 horas de vídeos e 140 gravações de áudio dos Beatles, o espírito de historiador e arqueólogo pop se ergueu. O tesouro é fruto das gravações de Michael Lindsay-Hoog, um diretor de televisão britânico.

Nos anos 1960, Hoog se especializou em filmes musicais, gravando sobre os Beatles e Rolling Stones. Filho da atriz Geraldine Fitzgerald, o hoje octogenário soube aos 16 anos que tinha jeito pro ofício: seu pai era um tal Orson Welles.

Dizem que o material que Peter Jackson tornou filme ganhou o título “Get Back” como uma homenagem a Paul McCartney, que durante a produção do álbum Let It Be, discutiu várias vezes com John Lennon para adotar este nome.

Que venha 2021 e traga os caras de volta.

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Realmente, o governo Jair Bolsonaro tem contribuído para atrapalhar a boa convivência com os demais poderes da República. Aquilo que mantinha boa relação com os 3 poderes, desde FHC e Lula, foi desmantelado: a corrupção.

Aglomerações

É hilário, pra não dizer ridículo, a opinião contra o réveillon de alguns que calaram graciosamente com a invasão das ruas do País durante as eleições. Talvez porque noticiar politiquice provinciana seja bom pra audiência idem.

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Um George Clooney envelhecido, ranzinza e solitário tentando salvar a raça humana ao lado de uma criança quieta, silenciosa e sem pais. É a trama de O Céu da Meia Noite”, que o ator estrela, dirige e produz, em exibição na Netflix.

Um sambaço

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