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Natal
Ações de combate têm incremento de recursos
Publicado: 00:00:00 - 16/04/2019 Atualizado: 22:53:17 - 15/04/2019
Arte/TN
dengue - selo 6

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Luiz Henrique Gomes
Repórter

As ações de saúde voltadas para o combate ao mosquito Aedes aegypti em Natal têm um orçamento reservado este ano de R$ 21,9 milhões. Esse recurso é R$ 4,4 milhões maior do que o do ano passado, que ficou em R$ 17,5 milhões. Grande parte do dinheiro é garantido pelas transferências do Sistema Único de Saúde (SUS) às cidades brasileiras. De acordo com a Lei Orçamentária Anual, o objetivo é “fortalecer as ações de vigilância, com vistas a prevenir os riscos decorrentes do convívio, nem sempre harmônicos entre humanos e animais, contribuindo para a redução da incidência de zoonoses e outras doenças transmitira por vetores”.

Adriano Abreu
Pesquisas realizadas com vetores do mosquito Aedes aegypti em Natal têm parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e financiamento da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)

Pesquisas realizadas com vetores do mosquito Aedes aegypti em Natal têm parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e financiamento da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)

Pesquisas realizadas com vetores do mosquito Aedes aegypti em Natal têm parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e financiamento da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)

Este ano, boa parte deste dinheiro (R$ 16,4 milhões) é para o pagamento de despesas com pessoal. O restante é destinado para despesas com as ações e uma pequena parte (R$ 817 mil) é para investimentos. Atualmente, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) é o responsável por essas ações, contando com 427 profissionais atuando na cidade a fim de tentar controlar e reduzir os impactos das endemias.

O CCZ realiza o monitoramento das áreas da cidade com maior incidência do mosquito Aedes aegypti e atua com armadilhas para reduzir a quantidade deles. Essas duas atividades fazem parte de pesquisas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O financiamento, segundo o diretor do CCZ, Alessandre Medeiros, é da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A primeira pesquisa visa ampliar o mapeamento dos focos do Aedes na cidade; a segunda, fazer com que os próprios mosquitos disseminem um larvicida a partir de armadilhas – essa última começou a ser realizada no ano passado. “Nós não financiamos pesquisas, mas participamos dessas. As duas estão dentro de um financiamento  da OPAS voltado para 'Novas Tecnologias para o Controle do Aedes aegypti'”, conta Alessandre.

O programa da OPAS foi lançado em 2016 com um orçamento total de US$ 17 milhões. Para Natal, Alessandro afirma que não foram repassados recursos financeiros em si, somente equipamentos. “Aqui somos beneficiados com os equipamentos necessários para o combate, não com os recursos”, explicou.

Magnus Nascimento
Pesquisa usa armadilhas para reduzir a quantidade do mosquito Aedes aegypti na cidade

Pesquisa usa armadilhas para reduzir a quantidade do mosquito Aedes aegypti na cidade

                  Pesquisa usa armadilhas para reduzir a quantidade do mosquito Aedes aegypti na cidade

Número
R$ 21,9 milhões é o recurso previsto no orçamento de Natal este ano para ações de controle de zoonoses

Fonte: Lei Orçamentária Anual

Pesquisas
Uma ação depende da outra. Enquanto a primeira mapeia os bairros da cidade com maior quantidade de mosquitos, a outra, chamada “estação disseminadora de larvicida”, instala um veneno  numa determinada área com água parada. O mosquito se 'contamina' com o larvicida ao ter contato com essa água e distribui para outros locais. “Ele passa a atuar ao nosso favor”, explica Alessandre.

Atualmente, existem duas estações na cidade, localizadas nos bairros de Felipe Camarão, zona Oeste, e Nossa Senhora da Apresentação, zona Norte. A ideia, entretanto, é expandir para um ou mais bairros este ano.

Uma outra ação também está sendo planejada para este ano. O foco é a borrifação de inseticidas em imóveis abandonados. O CCZ aguarda os recursos do Ministério da Saúde serem liberados para ser feita a compra dos equipamentos necessários.

Tratamento
O orçamento para o tratamento da dengue, zika ou chikungunya está dentro das transferências do SUS para a atenção básica de saúde e tratamentos de Média e Alta Complexidades. Esses recursos são garantidos com os repasses previstos no orçamento. Para este ano, o município de Natal deve receber R$ 396 milhões.

Estado
A Secretaria de Estado de Saúde Pública do RN (Sesap) informou que os recursos voltados para ações de controle do Aedes aegypti tem um orçamento de R$ 1,2 milhão. A Sesap não realiza ações diretas, atuando somente com o apoio às ações dos municípios, cobrando e fiscalizando as metas traçadas.










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