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Ações no semiárido serão concretizadas até janeiro
Publicado: 00:00:00 - 31/10/2021 Atualizado: 10:05:04 - 30/10/2021
As ações do Plano de Mitigação dos Efeitos da Estiagem no Rio Grande do Norte serão concretizadas para o povo potiguar até janeiro de 2022, ano em que as previsões meteorológicas preveem uma melhora no cenário de precipitações para o Estado. 

"O Plano é um conjunto de ações e representa um pacto entre Governo e sociedade para iniciar um novo tempo de convivência com a seca, não o combate. Hoje temos 90 municípios em situação grave de seca. O Plano é objetivo e suas ações devem ser realizadas até janeiro próximo", pontuou Alexandre Lima, titular da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Reforma Agrária e da Agricultura Familiar (Sedraf).
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetarn), Manoel Cândido, disse que o investimento do Governo do Estado contribui para atender as necessidades do pequeno produtor. 
Ascom/Governo do RN
O Rio Grande do Norte tem, atualmente, 90 municípios  em situação grave de seca, segundo a Emparn

O Rio Grande do Norte tem, atualmente, 90 municípios em situação grave de seca, segundo a Emparn

"São medidas importantes, mas é preciso mais, é preciso sair das ações emergências para ações permanentes. E para isso é preciso mobilizar a bancada de deputados e senadores para pressionar o Governo Federal por mais apoio ao semiárido", apontou. 

A mesma avaliação é compartilhada pela coordenadora da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), Josana Dantas. Ela considerou importantes as ações do Estado, mas citou que é preciso ações federais e uma política permanente de convivência com a seca. "O momento é grave e muito sério. Já temos famílias vendendo animais por que não têm como alimentá-los. E muitas famílias dependem da criação para sobreviver", citou. 

Em 2020, o RN registrou um inverno irregular, com “fortes desvios negativos”, segundo explica o gerente do serviço de meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot. Em janeiro, por exemplo, foi 76% abaixo média em todo o Estado. 

“Nos demais meses, a redução das chuvas continuou elevada e nos leva a considerar este um dos anos mais secos da história, um desastre que atinge mais da metade do Estado", avalia Bristot.  

As previsões para 2022, entretanto, são animadoras. Segundo os estudos realizados, a tendência de chuvas para os próximos 9 meses - novembro a maio - indicam estação chuvosa normal no próximo ano.

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