Abastecer com álcool não é vantajoso no RN

Publicação: 2009-11-04 00:00:00
O Rio Grande do Norte é um dos estados onde não é vantajoso abastecer o carro bicombustível  com álcool, de acordo com o levantamento de preços divulgado ontem pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado no período de 25 a 31 de outubro. O mesmo ocorre em outros 13 estados e no Distrito Federal.

Preço médio apurado pela Agência é R$ 1,90, mas há postos vendendo o litro por R$ 0,09 a maisCom o preço médio do litro de álcool nos postos de Natal sendo comercializado por R$ 1,90 e o mesmo volume de gasolina por R$ 2,61 é melhor encher o tanque com gasolina para os proprietários dos 57.787 veículos bicombustíveis (movidos tanto a gasolina quanto a álcool) que rodam na capital potiguar.

Levando em conta esses preços, o preço médio do litro do álcool praticado na capital, corresponde a 72% do litro da gasolina. Segundo economistas, pelo carro a álcool render 30% a menos do que aquele movido à gasolina, só é vantajoso abastecer com o primeiro combustível quando este custar até 70% do preço do segundo. De forma simples, o consumidor pode dividir o valor do álcool pelo da gasolina e se o resultado for menor ou igual a 0,70 significa que é vantajoso utilizar o etanol.

De acordo com dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), a frota de carros que podem utilizar os dois combustíveis no estado é composta por 99.704 veículos, com Natal concentrando 58,49% desse total. Com relação à quantidade de veículos que utiliza apenas o etanol como combustível, o total é de 18.266 em Natal, o que corresponde a 47,02% da frota do estado, onde 38.848 automóveis são movidos a álcool. Bem maior, o número de veículos movidos exclusivamente à gasolina é de 159.239 apenas em Natal e somando todas os municípios norte-riograndenses, o total é de 451.762.

Estados
De acordo com a ANP, foi registrada alta nos preços do álcool combustível em 18 estados e no Distrito Federal. Além do Rio Grande do Norte, o órgão constatou não ser mais vantajoso encher o tanque com álcool nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Distrito Federal.

Também segundo a ANP, o estado onde há maior consumo de etanol é São Paulo, onde o litro do combustível é comercializado, em média, por R$ 1,50. O estado onde o preço do combustível é mais baixo é Mato Grosso. Lá, o litro de álcool custa R$ 1,42.

Reajuste do gás não chegou aos postos

Mesmo vigorando desde o primeiro dia deste mês, o aumento de 5,7% no preço do gás natural veicular (GNV) não chegou aos postos de Natal. Caso seja repassado integralmente para o consumidor, o preço médio do metro cúbico de GNV, que atualmente é de R$ 1,79, passará para R$ R$ 1,89, nas bombas da capital potiguar. Além desse reajuste, em outubro passado, o Procon, divulgou que o preço do combustível havia subido 31%, o que provocou reação do Ministério Público. Até o final desta semana, o órgão vai  instaurar um inquérito para investigar se o aumento ocorrido no mês passado foi abusivo.

De acordo com a Companhia Potiguar de Gás (Potigás), o novo aumento ocorreu pela Petrobras determinar um ajuste nos preços do combustível a cada três meses, sendo esta, a quarta vez que os preços são ajustados, em 2009. Em fevereiro, o valor do metro cúbico de GNV sofreu uma redução de 3,1%, em maio houve nova redução, desta vez de 2,2%, e o primeiro aumento foi registrado em agosto passado, quando o valor para o donos dos postos revendedores ficou 4,3% maior. A Potigás revela ainda que neste mês, o acréscimo para a companhia será de 7,55% no preço da matéria prima. Entretanto, a margem de distribuição foi reduzida e o repasse para seus clientes foi fixado em 5,7%, fazendo com que o preço do GNV tenha passado a ser de R$ 1,1804 por metro cúbico, desde o domingo passado, para os postos.