ABC tem mais problemas que soluções

Publicação: 2020-10-30 00:00:00
O treinador Francisco Diá ainda tem muitos problemas para montar a equipe do ABC, que domingo, volta a campo para encarar o Potiguar, em partida válida pela 10ª  rodada da Série D do Brasileiro. Se por um lado o comandante alvinegro ganhou do médico Fábio Freire a notícia de que já terá à disposição dois atletas que estavam em tratamento: Berguinho e Lelê, por outro, ele ainda não poderá contar com Wallyson, Pedrinho, João Paulo e Giva, atletas que poderiam estar garantindo um maior equilíbrio de forças ao grupo.

Créditos: Rennê CarvalhoFrancisco Diá esquece atletas lesionados e busca opções para montar uma equipe competitivaFrancisco Diá esquece atletas lesionados e busca opções para montar uma equipe competitiva

A questão de Wallyson, que testou positivo para Covid-19, esbarra frontalmente com aquilo que diz o protocolo de saúde da CBF, documento que impede um jogador que testou positivo de participar de qualquer atividade relacionada ao esporte, por um prazo de dez dias. Mesmo com o jogador não apresentando qualquer  sintoma da doença e tendo feito testes cujos resultados mostram que ele não apresentava risco de transmitir o coronavírus, a direção médica abecedista não pode burlar as orientações da comissão médica da Confederação Brasileira de Futebol. Então previsão mais otimista, é que o atacante realize sua estreia no Brasileirão diante do Central-PE, na partida marcada para o dia 8 de novembro, em Caruaru.

Outro que não poderá entrar em ação antes disso para reforçar o sistema ofensivo alvinegro,  que ao longo da temporada só fez perder força ante a transferência de vários atletas, é Giva. O jogador trazido por Francisco Diá para ser o homem de referência na área adversária depois que Paulo Sérgio trocou o ABC pelo CSA. 

O problema é que, segundo o médico Fábio freire, o jogador chegou a Natal com uma lesão mal curada no tornozelo. Fato que quase impediu a assinatura de contrato entre clube e atleta.

“Giva é um caso mais complexo, o atleta sofreu uma lesão grave de tornozelo, há cerca de dois meses, veio de outro clube e não sei como foi tratada essa situação por lá. O atleta possui umas lesões crônicas no tornozelo e uma referente a esse trauma específico. Ele chegou ao ABC reclamando de um pouco de dor no local, avaliamos e vimos que o atleta não possui instabilidade no local afetado. Ainda assim achamos por bem Giva realizar um trabalho de fortalecimento específico, para poder liberar o jogador a realizar o treinamento de campo. Agora com risco menor de lesão. Nosso maior temor neste caso era mesmo o da instabilidade no tornozelo afetado, o que está afastado”, destacou Fábio Freire. 

Já Pedrinho também vai aguardar um pouco mais para voltar a ter condições de jogo. O jogador sofreu uma entorse no joelho e tem uma lesão minuscula no menisco, que deve cicatrizar apenas com o tratamento. Sem a necessidade de cirurgia. O retorno levará em consideração a resposta de Pedrinho ao tratamento que vem sendo realizado.