Acervo de imagens conta história da Indústria potiguar

Publicação: 2018-05-16 00:00:00 | Comentários: 0
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Imagens e documentos inéditos que marcaram os 65 anos do Sistema Fiern, em um registro documental e simbólico do período, formam a exposição fotográfica instalada no Solar Bela Vista. A abertura será na sexta-feira (18), às 19 hs, quando também iniciará, oficialmente, a programação da Semana da Indústria, promovida pela Federação das Indústrias.

Pré-modelismo: Mulheres aprendem a costurar em 1952
Pré-modelismo: Mulheres aprendem a costurar em 1952

No espaço, o visitante terá conhecimento de fatos e personagens que construíram a representação institucional da indústria do Rio Grande do Norte ao longo das seis décadas e meia. Depois da abertura na sexta-feira, a Exposição do Acervo Fotográfico (histórico) do Sistema Fiern” prossegue aberta ao público até o dia 25 de maio.

Nos ambientes onde estará disposto o acervo selecionado, o visitante observará fotografias dos ex-presidentes, dos eventos e realizações do período e de personagens e de lideranças empresariais que contribuem com a instituição.

A exposição estará em três ambientes do Solar Bela Vista. No primeiro, com fotografias dos empresários que presidiram a Fiern e informações sobre as datas dos mandatos, além de imagens significativas para a época. Isso em uma estrutura organizada de uma forma que faz referência a uma história construída e desenvolvida ao longo do período.

Em seguida, ficará em exposição uma réplica, em tamanho ampliado, da “carta sindical”,  documento que oficializou a fundação da instituição. No ambiente seguinte, estarão dispostos os painéis com fotografias relevantes para a Federação, além das imagens dos presidentes dos sindicatos. Um dos painéis é composto por fotos 3X4 dos atuais colaboradores das entidades que integram o Sistema Indústria.

Formandos do curso de Mecânica Diesel do Senai Natal, em 1952
Formandos do curso de Mecânica Diesel do Senai Natal, em 1952

“Ao longo dos seus 65 anos, completados este ano, o Sistema Fiern (Fiern, Sesi, Senai e IEL) acumulou um acervo fotográfico significativo, tanto no que diz respeito ao conteúdo das informações contidas nas imagens, o que poderíamos associar a importância qualitativa dos fatos, quanto ao volume. Parte deste material está agora em exposição e conta um pouco desta história e, por extensão, acerca do nosso povo e sua terra”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do RN, Amaro Sales de Araújo.

A escolha das imagens, afirma a curadora da exposição, Ângela Almeida, foi feita a partir de uma análise que levou em consideração o aspecto estético e simbólico das fotografias.  “Fazer uma pesquisa a partir de um acervo fotográfico é como percorrer caminhos, que contém várias propostas de percursos, entradas e saídas, muitas vezes para um tempo passado, sem esquecer o presente e o futuro; uma tradução de uma época ou um contexto social e histórico; além, de um mundo imaginário”, diz a curadora.

Ela lembra também o valor artístico e cultural que está presente em uma exposição fotográfica com essas características. “A fotografia se configurou como relação de pertencimento, identidade e sentidos, desde o seu surgimento no século XIX. No decorrer do tempo incorporou o estatuto de valor testemunhal diante da realidade, podendo ser observada como elemento incontestável. Porém, paralelamente também, se colocou como o inverso: uma fotografia imaginada, criada, até transcendendo o visível”, disse.

Jovens durante curso de Ajustagem mecânica, em 1972
Jovens durante curso de Ajustagem mecânica, em 1972

Ela explica também que a seleção das imagens se deu em acervo em processo de sistematização, que permite várias possibilidades no percurso da pesquisa. “Essa exposição se coloca com a intenção de mostrar, relembrar, ressaltar algumas ações de seus presidentes, desde 1953. Não escolhemos uma narrativa linear, nem uma proposta de um todo histórico. Até porque acreditamos que as fotografias documentais ou não, elas nos fornecem narrativas dinâmicas, em tempos diversos e fragmentários, como a vida. Assim elas também podem sugerir afetos, lembranças, desejos, impressões, fatos históricos, suposições e interações”, disse.

Com isso, o acervo exposto deve ser observado “não só como destino de memória histórica institucional, mais também destinos de encantar sentidos, lembranças, caminhos e dimensões simbólicas”.

“Não há como não reconhecer que a epopeia da industrialização e dos empreendedores potiguares está intimamente ligada à história do Rio Grande do Norte. É impossível dissociar uma coisa da outra. É o que revelam algumas das fotos que serão expostas”, completa Amaro Sales.

Ele acrescenta que a exposição reforça uma política do Sistema FIERN no sentido de contribuir para preservar a memória e o patrimônio cultura e artístico do Estado. “O próprio espaço onde estará a exposição, o Solar Bela Vista, se constitui em uma das relíquias arquitetônicas de nossa a cidade, recuperado, mantido e gerido pela SESI dede a década de 1980”, lembra.


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