Adenor e Júnior

Publicação: 2019-10-16 00:00:00 | Comentários: 0
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Rubens Lemos Filho
rubinholemos@gmail.com

Está envelhecido o Adenor. Rugas ocupam toda a faixa do seu gramado em pele crispada. Culpa do Júnior, menino malcriado mas, segundo o Adenor, um amor de criança.  Depois do segundo empate contra os africanos, está difícil segurar a birra do menino, que faz careta se joga e rola pelo chão, exige e recebe brinquedos eletrônicos, manda buscar(precoce), profissionais do sexo  remuneradas até na Escandinávia.

 - O Júnior é meu trunfo. Sem ele eu não vou até a Copa do Mundo. Ele pode errar – embora não erre -, ele pode reclamar, ainda que reclame mais do que todos os jogadores da história do futebol, ele pode humilhar os colegas, afinal ele é o Júnior, o Pelé de que nós dispomos, tchê, se bem que Pelé, com a chatice do Júnior, não teria recebido metade dos passes que converteu em 1.283 gols pelo Santos e a Seleção Brasileira, conforma-se o atordoado Adenor.

Júnior é um chato daqueles semelhantes aos odiados de sala de aula. Fala demais, faz gestos como a que delatar os seus súditos de igual camisa, pode parar um treino caso simpatize com uma puara em pleno recreativo em Trinidad e Tobago.

Júnior perdeu duas Copas do Mundo, mas se acha um dos três melhores do planeta, comparando-se, raivoso, ao argentino Lionel Messi e ao bonitão português Cristiano Ronaldo. Aliás, o Júnior se acha mais atlético , formoso e de sorriso tão cativante quanto o do CR7.

 O Brasil depende do Júnior, sentencia Seu Adenor, que pensara haver chegado ao Olimpo da Popularidade ao atacar o Presidente da República. Sempre que entregador de camisa se mete com Presidente, sobra para o entregador de camisa. Adenor que se cuide.

 Júnior estava achando um saco a programação em Cingapura, com todo mundo de rosto quase gêmeo. Os orientais são simpáticos, mas perspicazes e observaram a antipatia do prodígio que jamais será, segundo as mentes equilibradas e esclarecidas.

 Nos amistosos, ele arrumava um jeito de dar pedaladas e dançar como uma Gretchen remoçada. Agora, nem isso. Por sua vontade de mini ditador, Júnior preferiria entrar em campo quando lhe desce na telha. Muito melhor estar com suas amantes, nas lanchas, nos boeings e carros de 007, freando bruscamente em trajetória de pateta.

 Adenor sofre. Adenor sabe os labirintos da bola. Está convicto de que mais cinco empates(esse apelido de Empatite deve ter partido de algum Bolsominion, tchê!) e um ou dois resultados ruins podem fazê-lo rodar na própria indecisão.

 Aí viria o malandro do Wanderley Luxemburgo, milagreiro, bá, com aquele time horrível do Vasco. Mas o Luxa não é o mesmo babaca da primeira vez, em 2000. Se tomar seu posto, já sabe o primeiro afago em Júnior:

 - Vai Neném, primeiro faxa tuas unhas e quando estiver pronto, voxê vem para a roda de bobo. No papel do bobo.

neymar e tite

 Wallyson
Renovar é preciso. O menino potiguar é quase um “Neymar” na insistência “. O ABC gosta do que é velho. Podia montar um bazar.

 Western A vitória do Alecrim sobre o Centenário lembrou velhos faroestes. Havia uma bala e o Alecrim acertou. Segue o calvário.

Causo
O Alecrim empatou com o Palmeiras de Ademir da Guia no fim dos anos 1960(1x1) e o gol local foi do ponta-direita  Zezé, foi encontrado no vestiário mastigando alguma delícia. O repórter Mário Dourado puxou a brasa para o patrocinador: “Zezé, após o gol, saboreia Pastilhas Mentoladas São João...”

A pastilha Zezé esclarece gaguejando no estádio Juvenal Lamartinbe: “Não Seu Mário, foi a chapa (dentadura), que caiu e não estou conseguindo aprumar na boca”. 

Jones mal
Ídolo polêmico no ABC, o atacante Jones Carioca foi para o Avaí, recebeu dispensa e voltou, marcando dois míseros gols no Campeonato Catarinense em 2019.

Humilhante
Jones Carioca foi expulso na partida decisiva do ABC contra o Guarani em Campinas, abrindo caminho para a humilhante surra de 6x0 sofrida pelo alvinegro. O quê não se sabe, mas houve algo extraterrestre para o ABC perder de quatro quando podia levar até de cinco.

Um dia
Alguém contará um dia história desse mistério. O ABC sapecou 4x0 sobre o Guarani no Frasqueirão e viajou com astral de finalista da Série C de 2016. Misteriosamente, tomou seis a zero e o Guarani foi à semifinal.

Esquisito 
Quem viu  pela televisão e é isento, sabe que o ABC perderia de 30x0 se o Guarani precisasse fazê-lo.

Vaná
Está custando 800 mil Euros, ou cerca de 2,5 milhões de reais, o passe do goleiro Vaná, do Porto de Portugal. Trazido sem alarde, logo virou ídolo do ABC, especialmente do pequenino João Gabriel, torcedor-símbolo do clube. Vaná está emprestado pelo Porto ao Famalicão.









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