Natal
Adolescentes fazem refém em Centro Socioeducativo
Publicado: 00:00:00 - 25/11/2021 Atualizado: 21:46:13 - 24/11/2021
Adolescentes que cumprem medidas restritivas no Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE), em Parnamirim, fizeram um socioeducador de refém na unidade durante a tarde e a noite desta quarta-feira (24). Não houve feridos nem registro de fugas. O educador passa bem.

Alex Régis
Negociação foi feita por policiais militares do Bope e do BPChoque dentro da unidade

Negociação foi feita por policiais militares do Bope e do BPChoque dentro da unidade


O caso começou por volta das 16h, com quatro adolescentes. De acordo com a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Norte (Fundase), o CASE Pitimbu possui 66 adolescentes cumprindo medidas socioeducativas.

"Eles tinham uma reivindicação de serem ouvidos pela imprensa, como condição de liberação dos reféns. Na entrevista o menino não dizia ''coisa com coisa", reivindicava melhor tratamento, questões que administramos internamente", explicou o presidente da Fundase, Herculano Campos.

O presidente da fundação negou ações de maus-tratos na unidade. "Em geral, esse tipo de acusação feita pelos adolescentes é a moeda de troca que eles utilizam para se fazerem de vítimas. não trabalhamos com maus-tratos. Não lidamos com essa situação. Os adolescentes que antes circulavam somente algemados agora saem sem. Fruto das negociações, articulações e cuidados. Agora: não lidamos com anjos, e sim com pessoas muitas das quais articuladas com facções organizadas", disse.

O refém foi liberado por volta das 18h40 após os adolescentes exigirem a presença de uma equipe de reportagem de TV dentro da unidade para auxiliar nas negociações. Segundo informações obtidas pela TN, um dos jovens improvisou duas armas brancas com pedaços de antena de televisão e rendeu o educador, que estava saindo de uma sala, quando foi dado início ao motim. A negociação para libertação do refém foi feita por policiais militares do Batalhão de Operações de Polícias Especiais (BOPE) e Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) dentro da unidade.

A TN apurou que os jovens chegaram a colocar fogo em colchões, roupas e em parte da estrutura de duas alas da unidade. O presidente da Fundase, Herculano Campos, não confirmou a informação.

Recentemente, em julho deste ano, outra ação dos adolescentes havia sido registrada no Case Pitimbu. À época, adolescentes de duas facções rivais entraram em conflito, queimaram colchões e quebraram celas durante um princípio de rebelião. 

O movimento à época foi controlado após conversa com os policiais. Não houve feridos, reféns e nem fugas registradas.

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