Aeroportos alertam contra coronavírus

Publicação: 2020-01-26 00:00:00 | Comentários: 0
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Os aeroportos brasileiros começaram a divulgar um alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o coronavírus. No alerta, uma mensagem de áudio de aproximadamente um minuto, a Anvisa orienta os passageiros que chegaram da China e estão com sintomas como febre e tosse a procurar uma unidade de saúde. Também são dadas orientações para evitar a transmissão de doenças.

Créditos: Wilson Dias/Agência BrasilAeroportos brasileiros terão material de divulgação com um alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre o coronavírusAeroportos brasileiros terão material de divulgação com um alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre o coronavírus
Aeroportos brasileiros terão material de divulgação com um alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária sobre o coronavírus

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) confirmou que todos os aeroportos administrados por ela estão enviando a mensagem. Segundo a Anvisa, os aeroportos concedidos à iniciativa privada também receberam o alerta sonoro e devem veiculá-lo. A agência se reuniu especificamente com representantes do aeroporto de Guarulhos, por tratar-se de um local com fluxo intenso de voos internacionais.

Nessa reunião, a Anvisa informou profissionais de empresas aéreas e de outros setores do aeroporto sobre a atual situação do coronavírus e sobre a definição do governo brasileiro, alinhada às orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) do que pode ser considerado um caso suspeito. Além disso, a agência abordou a intensificação nos procedimentos de limpeza e desinfecção dos terminais.

O coronavírus matou 26 pessoas na China e a doença chegou a outros países, como Japão , Tailândia e Coreia do Sul. Não há registros de que a doença tenha chegado ao Brasil. A fonte do vírus ainda é desconhecida, sendo possivelmente de uma reserva animal, e a extensão da transmissão entre humanos ainda não é clara.

OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) na sexta-feira (23)  divulgou que ainda é cedo para declarar emergência global em virtude da contaminação de coronavírus em alguns países. O comitê da OMS se reuniu ontem (22) e hoje (23) para definir o nível de gravidade da doença. “Vários membros consideraram que é ainda muito cedo para declarar Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional, dada sua natureza restritiva e binária”, declarou a OMS em nota.

O vírus foi registrado primeiramente na China, na região de Wuhan. As autoridades chinesas reportaram um aumento no número de casos, de casos suspeitos, de províncias afetadas e da proporção de mortes em relação aos casos confirmados, 23 de 610 infectados. O Comitê de Emergência da OMS também foi informado da evolução dos casos no Japão, Coreia do Sul, Tailândia e um possível caso em Singapura.

A OMS entende que o sistema de alerta de surtos não é o ideal e que deveriam existir estágios intermediários de alerta. A entidade alerta aos países não afetados que estejam preparados para eventuais providências de contenção, vigilância ativa e medidas de isolamento.

Brasil
O Ministério da Saúde descartou a suspeita de casos de coronavírus em cinco unidades da federação. Segundo a pasta, as notificações à rede Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) feitas pelas secretarias de Saúde do Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul não se enquadram nos critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para diagnosticar a doença.

"Até o momento, não existe nenhum caso suspeito de coronavírus no Brasil", afirmou o secretário substituto de Vigilância em Saúde, Júlio Croda, ao explicar a jornalistas que o ministério vem acompanhando a situação mundial desde 31 de dezembro, quando o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus (219-nCoV) foi oficialmente registrado na China. Segundo o secretário, o Brasil está preparado para lidar com uma eventual epidemia da doença.

Evitando comentar o resultado dos exames laboratoriais a que as pessoas foram submetidos nos cinco casos reportados como suspeitos, o secretário foi taxativo: “A Organização Mundial da Saúde estabeleceu dois critérios [para atestar a presença do coronavírus no organismo]. Um clínico: a pessoa precisa ter febre e mais algum sintoma respiratório. E temos os critérios epidemiológicos, que são três: ter viajado para Wuhan, na China; ter tido contato com algum paciente suspeito de coronavírus ou com algum paciente com [a doença] já confirmada. São estas as situações em que uma pessoa pode ser enquadrada em um caso suspeito.”

Para Croda, há um justificado “medo generalizado” diante da nova doença que, além da China, já se espalhou por oito países (Arábia Saudita, Cingapura, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e Vietnã). Por isso, disse o secretário, para evitar alarmismo e gastos desnecessários, é importante que os gestores de saúde estaduais se informem sobre as características do coronavírus e a respeito dos critérios estabelecidos pela OMS.

“A recomendação para os gestores é: leiam o boletim epidemiológico [divulgado pelo Ministério da Saúde]. Serviços de vigilância epidemiológica, leiam o boletim! Enquadrem suas suspeitas na definição de caso aqui colocado, que é a mesma da OMS. No momento, esta é a principal recomendação para os gestores. Que sigam as recomendações do ministério”, declarou o secretário substituto, reconhecendo que a definição de casos de doenças é dinâmica e precisa ser revista a todo instante.

“Em muitos momentos, a vigilância epidemiológica estadual se antecipa e toma medidas preventivas necessárias e solicita os exames necessários. Não há nenhum problema em relação às [secretarias estaduais] reportarem um possível caso ao ministério. Trabalharemos juntos para esclarecer a situação”, comentou o secretário substituto, garantindo que, ontem mesmo, entrou em contato com a secretaria de Saúde de Minas Gerais para tratar do caso reportado como suspeito pela secretaria estadual. “É um caso que não se enquadra na atual definição da OMS.”

Croda ressaltou que as secretarias estaduais têm autonomia para submeter a exames os casos que julgarem suspeitos, mas o Ministério da Saúde, com base na atual orientação da OMS, não recomenda que isto seja feito por julgar uma ação pouco efetiva e dispendiosa. “Não vamos fazer exames para todas as síndromes gripais, que são avaliadas de acordo com o protocolo de influenza, que é o vírus mais comum. Nestes casos, não há por que submeter [o paciente] ao protocolo de coronavírus”, acrescentou Croda, sem revelar o resultado dos testes a que foram submetidos os pacientes dos cinco casos que estados relataram como suspeita de coronavírus. “Eles foram encaminhados para exames laboratoriais para testagem de influenza. O resultado ainda estão sendo processados. Este teste não vai detectar coronavírus, mas sim influenza”.

O secretário substituto de Vigilância em Saúde garantiu que o Brasil está preparado para lidar com uma eventual epidemia da doença. "Por enquanto, segundo a OMS, a transmissão do vírus está restrita entre familiares e profissionais de saúde. E o Brasil está preparado. Já ativamos nosso Centro de Operações em Emergência para organizar a rede com os estados e estabelecer critérios de definição de casos. E, principalmente, atualizar diariamente as informações que forem surgindo, como eventuais mudanças na definição de casos", acrescentou Croda.

Características
Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, os coronavírus são uma grande família viral que causa infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Os coronavírus humanos causam doença respiratória, de leve a moderada, no trato respiratório superior. Os vírus receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa.

A fonte do vírus ainda é desconhecida, sendo possivelmente de uma reserva animal, e a extensão da transmissão entre humanos ainda não é clara. Na manhã de hoje, o Ministério da Saúde afastou a existência de casos de coronavírus no país. Os primeiros coronavírus humanos foram inicialmente identificados em meados da década de 1960.

Característica
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