Afastamento do trabalho devido ao distanciamento social continua em queda no RN e Brasil

Publicação: 2020-12-02 00:00:00
O número de pessoas ocupadas afastadas do trabalho continua em queda no Rio Grande do Norte e no Brasil. De 1,179 milhão de trabalhadores em todo o Estado, 90 mil estavam afastados do trabalho em outubro por diversas razões. Em maio esse número era de 327 mil; em setembro de 104 mil. Do total, 52 mil pessoas estavam afastadas, no mês passado, devido ao distanciamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus. Em setembro, o registro era de 65 mil afastados, o que representa uma queda de 25% no período. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19) mensal, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro mês da pesquisa, maio deste ano, 220 mil trabalhadores a mais estavam afastados de suas atividades devido ao distanciamento social.

Créditos: ReproduçãoPanorama do rendimentoPanorama do rendimento

No País, dos 84,1 milhões de ocupados, 4,7 milhões estavam afastados do trabalho e 2,3 milhões destes estavam afastados devido ao distanciamento social, representando quedas de 12,7% e 22% frente a setembro, respectivamente. Estes indicadores já acumulam quedas de 75,3% e 85,1%, respectivamente, desde o início da pandemia. A redução dos afastamentos do trabalho devido à pandemia também pôde ser verificada pela redução da proporção de pessoas afastadas por esse motivo no total de pessoas ocupadas, que de setembro para outubro, passou de 3,6% para 2,8%. Em maio, o percentual era de 18,6%. No Rio Grande do Norte, essa proporção que chegou a 22,1%, em maio, caiu a 4,4%.

Entre as Unidades da Federação, o Amapá foi o que apresentou a maior proporção da população ocupada que estava afastada do trabalho que tinha devido ao distanciamento social, 9,2%. Houve queda neste índice em 24 Unidades da Federação e estabilidade nas outras três. As pessoas com 60 anos ou mais de idade eram as proporcionalmente mais afastadas do trabalho que tinham em função da pandemia, padrão que tem sido observado desde o início da pesquisa, em maio. Em setembro, o índice foi de 8,7%. Em outubro, a proporção reduziu para 7,2%, mas em todos os grupos etários o percentual de afastamento por este motivo caiu.

Em outubro, 4,1% das mulheres ocupadas estavam afastadas de seu trabalho por causa do distanciamento social (em setembro esse percentual era de 5,2%), enquanto para os homens esse percentual ficou em 1,8% em outubro (2,5% em setembro).

Remuneração
Em outubro, 18 mil trabalhadores ocupados e afastados do trabalho, por diversas razões, entre elas, o distanciamento social, deixaram de receber remuneração em outubro. Isso representa 19,4% das pessoas afastadas. Outras 73 mil afastados continuaram a receber remuneração, segundo os dados da Pnad Covid, com recorte para os estados. No Nordeste, a Bahia tinha maior número de afastados sem remuneração: 78 mil; e Sergipe o menor, 7 mil. 

No Brasil, aproximadamente 900 mil pessoas estavam sem a remuneração do trabalho em outubro, o representava 19,2% do total de pessoas afastadas do trabalho que tinham. Em setembro este percentual era de 19,8%, e vem caindo consistentemente ao longo da pandemia. A Região Sul teve o menor percentual, 16,3% e a Norte, o maior, 26,8%.

O rendimento médio efetivamente recebido no RN, segundo a pesquisa, foi de R$ 1.858, em outubro, quando o normalmente recebido era de R$ 1.987. Segundo a Pnad Contínua, 23,2% dos trabalhadores tiveram menor do que o normalmente recebido; 4,6% tiveram rendimento maior; e 72,2% não tiveram alteração na remuneração.
 
Auxílio emergencial
No Rio Grande do Norte, a proporção de domicílios que recebeu algum auxílio relacionado à pandemia, foi de 54,1% em outubro. Ou seja, de 1,109 milhão de domicílios, 599 mil teve algum benefício emergencial. Em setembro, esse número foi um pouco maior: 622 mil, um total de 23 mil domicílios a mais.
 
No Brasil, o percentual de lares favorecidos passou de 43,6% em setembro para 42,2% em outubro, com valor médio do benefício em R$ 688 por domicílio. Norte e Nordeste foram novamente as regiões com os maiores percentuais de domicílios recebendo auxílio: 58,4% e 56,9%, respectivamente. Entre os auxílios estão o Auxílio Emergencial e a complementação do Governo pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

Desocupação
No Estado, a taxa de desocupação foi a 17%, praticamente estável ante setembro (16,8%). O número desocupados está em 242 mil pessoas, ante 238 mil de setembro, o que significa um leve aumento de 1,68%, e 173 mil do mês de maio. O número de trabalhadores informais teve leve queda de 2,2%, passando de 454 em setembro para 444 mil em outubro.

Empréstimos
Desde o início da pandemia até o mês de outubro, em 76 mil domicílios potiguares algum morador conseguiu um empréstimo. Em setembro, moradores de 69 mil lares do estado haviam conseguido crédito. Isso representa um crescimento de 10% em um mês.

No Nordeste, moradores de 1,3 milhão de domicílios pediram dinheiro emprestado desde o início da pandemia. No Brasil, esse número é de 5,2 milhões de domicílios. Ambos apresentaram crescimento de cerca de 11% em outubro.

Os bancos e financeiras foram a principal fonte dos empréstimos no estado potiguar: 86% dos domicílios recorreram a essas instituições. Em 12% dos lares, pessoas conseguiram dinheiro emprestado de parente ou amigo. Por fim, a fonte “outro local ou pessoa” emprestou dinheiro para 2% dos lares onde alguém solicitou.

No País, dos 68,7 milhões de domicílios, em cerca de 6 milhões (8,7%) algum morador solicitou um empréstimo até outubro. Em 86,5% deles a solicitação foi atendida. Até setembro, 5,4 milhões de domicílios tinham algum morador que solicitou empréstimo durante a pandemia, sendo que 85,2% deles tinham conseguido o crédito.










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