Agência bancária é alvo de explosão

Publicação: 2019-06-13 00:00:00 | Comentários: 0
A+ A-
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte registrou 15 ações criminosas contra instituições financeiras ou carros-fortes neste ano – entre ações consumadas e tentativas. A última ação foi nesta quarta-feira, 12, em um caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil localizada entre a rua Jaguarari e a rua Presidente Bandeira, também conhecida como “Avenida 2”. Os criminosos explodiram o caixa para levar o dinheiro, mas não conseguiram.

Caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil localizada entre a rua Jaguarari e a rua Presidente Bandeira foi alvo de explosão
Caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil localizada entre a rua Jaguarari e a rua Presidente Bandeira foi alvo de explosão

Segundo a Civil, esse é o modo mais recorrente das ações contra caixas eletrônicos ocorridos esse ano. Foram nove tentativas, todas frustradas. As outras ações foram explosões em bancos e em caixas e assaltos à carros-fortes. Cada um dos modos de operação teve três tentativas, e em duas de cada os bandidos conseguiram levar dinheiro.

Na ação desta quarta-feira, o sistema de alarme foi acionado antes dos criminosos conseguirem finalizar o corte no caixa. Guarnições da Polícia Militar chegaram a se deslocar para o local, mas, quando chegaram, o local já estava vazio. Não há informações de quantas pessoas participaram da ação e qual carro foi utilizado.

Comparado com os registros feitos com um período próximo do ano passado, compilados pela TRIBUNA DO NORTE, a quantidade de ações contra carros-fortes e instituições financeiras diminuiu. Até 17 de maio de 2018, haviam o registro de 22 ataques em 13 cidades diferentes. Durante todo o ano, esse tipo de crime foi um dos mais recorrentes. Foram pelo menos 45 ações.

A maioria das ações tinham semelhanças uma com as outras: os grupos chegavam aos bancos armados com fuzis, explosivos e até coletes à prova de balas, geralmente de madrugada. Em alguns casos, chegaram a cercar a cidade e a trocar tiros com as forças policiais. Esse tipo de operação se repetiu em outras cidades do nordeste, chegando a ser nomeado de “Novo Cangaço” pela Polícia Militar da Bahia, por exemplo.

Desarticulação
Cinco pessoas foram presas em março deste ano suspeitos de fazerem parte de uma quadrilha que roubou mais de R$ 2,8 milhões de agências bancárias e caixas eletrônicos no Rio Grande do Norte no último ano. As prisões foram resultados de oito meses de investigação, iniciadas em julho do ano passado. Entre o início das investigações e as prisões, eles foram acusados de serem responsáveis por pelo menos 25 das 27 ações criminosas contra agências e caixas de Natal. A quadrilha tinha atuação no Ceará, Piauí, Pará, Espírito Santo, Paraíba e Mato Grosso do Sul, além do estado potiguar.

Tráfico de drogas
Investigações da Polícia Civil também dão indícios de que as quadrilhas que hoje atuam no arrombamento de bancos e agências bancárias e assaltos contra carros-forte têm relação com o tráfico de drogas. Os criminosos costumam realizar os assaltos para conseguir dinheiro, adquirir drogas e, posteriormente, aumentar os lucros com a venda. A operação é semelhante a um “investimento” comum de empresas.






continuar lendo


Deixe seu comentário!

Comentários