Aguardando reunião, Polícia Civil não prenderá policiais que se recusarem a trabalhar

Publicação: 2018-01-03 11:36:00 | Comentários: 0
A+ A-
Os policiais civis do Rio Grande do Norte que se recusarem a cumprir o expediente normal não serão presos. Pelo menos, neste momento. Após reunião durante a manhã e a tarde desta quarta-feira (3), entre representantes dos agentes, delegados e da Delegacia Geral de Polícia (Degepol), ficou definido que haverá um encontro esta noite com a secretária de Segurança Pública e Defesa Social do RN, Sheila Freitas, buscando uma alternativa para que os serviços voltem a ser realizados. Apesar da decisão judicial que determina o retorno dos policiais ao serviço e a prisão de quem descumprir a ordem, as delegacias seguem fechadas e nenhuma prisão ocorreu.

Sinpol teve reunião com delegada-geral
Sinpol teve reunião com delegada-geral

Pela manhã, centenas de policiais foram à sede da Degepol para um ato de protesto. Alguns foram vestidos com roupas semelhantes às utilizadas pelos detentos de Alcaçuz (camisa branca e calção azul), além de algemas nos pulsos para criticar a decisão do desembargador Cláudio Santos, que determinou a prisão dos policiais. Na reunião, no entanto, poucos avanços.

Enquanto o Oficial de Justiça notificava o Sinpol sobre a decisão, representantes dos policiais se reuniam com a delegada-geral, Adriana Shirley. O objetivo era buscar uma solução para os problemas, principalmente relacionados à falta de pagamento dos salários. O que foi possível definir foi um encontro com a secretária de Segurança, Sheila Freitas, nesta tarde. No encontro também é possível a presença do governador Robinson Faria, mas ainda não há a confirmação.

Protesto

Os policiais civis não retornaram às atividades argumentando que não têm condições de retomar o trabalho sem o pagamento dos salários. Os profissionais disseram muitos sequer têm condições de se deslocar ao trabalho, além das dificuldades financeiras domésticas pelas quais estão passando devido ao atraso nos salários (salário de novembro não foi pago a todos os policiais, enquanto dezembro e o 13º não entrou na conta de nenhum agente de segurança).

"Infelizmente não encontramos meios de cumprir da decisão judicial. Os policiais civis querem trabalhar, mas infelizmente estão impossibilitados. Não vimos outra solução além dessa de se apresentar aqui na Degepol. É esperar que a delegada geral (Adriana Shirley) encontre uma solução a esse problema. Existe uma decisão judicial e que o estado cumpra, que nos dê voz de prisão aqui", disse o presidente do Sinpol, Nilton Arruda.

Alternativas

O desembargador Cláudio Santos determinou a prisão dos policiais civis e militares que se recusarem a trabalhar, apesar dos salários atrasados. O magistrado disse que a paralisação foi considerada ilegal e, por isso, eles deveriam retomar as atividades, sob pena de incorrerem no crime de desobediência. No entanto, os policiais civis afirmam que não têm condições de trabalhar sem os salários.

Na semana passada, o até então delegado-geral de Polícia, Correia Júnior, teve reunião com o Sinpol e disse que seriam fornecidas viaturas para o transporte dos policiais de casa ao trabalho, além de mudar o expediente para seis horas corridas (8h às 14h e 12h às 18h), possibilitando a reabertura das delegacias de bairro - atualmente, só as de plantão e regionais estão funcionando. No entanto, apesar do próprio Sinpol ter avaliado como satisfatória a proposta, os policiais não acataram e decidiram permanecer com as atividades paralisadas.

continuar lendo



Deixe seu comentário!

Comentários