Alertas

Publicação: 2020-08-06 00:00:00
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Itamar Ciríaco - itamar@tribunadonorte.com.br

O América pagou os testes de covid-19 do elenco do Força e Luz como forma de precaução já que enfrentaria o “time elétrico” hoje. Pois bem, dois atletas testaram positivo para coronavírus e o amistoso foi cancelado. Na reapresentação do clube outros seis já haviam tido contato com a doença. Diante dessa situação, surgem alguns alertas importantes. Esse mesmo força e Luz jogou amistosamente contra o Palmeira de Goianinha, no fim de semana, na cidade de Brejinho. Ou seja, os atletas, ou ao menos alguns deles, já poderiam estar contaminados, colocando sob risco também o time do Palmeira, toda comissão técnica e até as pessoas da cidade que recebeu o jogo. Se não bastasse isso, o time de Goianinha enfrentaria o ABC, também amistosamente, no próximo sábado, no estádio Frasqueirão. Se esses atletas não forem testados, o Alvinegro não deveria entrar em campo, sob o risco de expor todos lá em Ponta Negra. O presidente do Força, Junior Rocha afirma que, segundo o protocolo, os jogadores são isolados e os outros atletas que não testaram positivo, poderiam participar normalmente da “peleja”. Desconheço alguém que, diante desses números, arriscaria a temporada em um amistoso.

Alertas 1
Caso esse tipo de situação venha a se repetir durante os jogos oficiais do Campeonato Potiguar, a partida será cancelada? E como ficarão as datas que já estão curtas? Essa é uma realidade que clubes e entidades precisam estar preparados para enfrentar. No entanto, a situação também aponta para outra realidade. Os times precisam controlar melhor o isolamento dos seus jogadores. Há uma semana quatro atletas, dois do ABC e dois do América foram flagrados burlando o isolamento social. Se isso acontece em clubes maiores, imaginem o controle nos menores.

Alertas 2
Fato semelhante em relação a adiamento aconteceu em Minas Gerais. A final do Troféu Inconfidência entre Cruzeiro e Uberlândia, inicialmente marcada para esta quarta-feira, às 19 horas, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, foi cancelada pela Federação Mineira de Futebol (FMF) A decisão foi tomada pela entidade para preservar a saúde dos atletas, já que 13 casos do novo coronavírus foram registrados em atletas e funcionários do time do Triângulo Mineiro. Uma nova data deverá ser anunciada em breve.

Jogo treino
O ABC perdeu o jogo treino que realizou contra o Globo, ontem, na cidade de Ceará-Mirim. Segundo a comissão técnica, o resultado não era importante, mas sim dar ritmo ao time. A equipe comandada por Francisco Diá, considerada titular, jogou apenas meio tempo de jogo.

Bolsa Atleta
A decisão do Governo Federal de aceitar, para efeitos do Bolsa Atleta, os resultados esportivos de 2019 e de 2020 no edital de 2021 recebeu ampla acolhida entre atletas e dirigentes do setor esportivo. Diante de um ano marcado pela pandemia do novo coronavírus, valerá para o ingresso no programa o resultado mais recente, uma vez que a pandemia cancelou campeonatos e impediu os treinos de diversos atletas e modalidades. Dessa maneira, se uma confederação esportiva realizou campeonato em 2019, mas cancelou a realização em 2020, os atletas que encerraram a competição de 2019 em primeiro, segundo e terceiro lugares poderão aderir ao programa. Em caso de competições realizadas em 2020, valerão esses resultados, pois serão os mais recentes.

Bolsa Atleta 1
O Bolsa Atleta é um dos maiores programas de patrocínio direto ao atleta do mundo e apresenta resultados fundamentais para o esporte brasileiro. Desde a criação, em 2005, já foram concedidas mais de 69,5 mil bolsas, para 27 mil atletas de todo o país. O valor destinado pelo programa desde sua implantação supera a marca de R$ 1,2 bilhão. A importância do Bolsa Atleta pode ser medida nos Jogos Rio 2016. Na edição olímpica, 77% dos 465 atletas convocados para defender o Brasil eram bolsistas. Das 19 medalhas conquistadas pelos brasileiros - a maior campanha da história -, apenas o ouro do futebol masculino não contou com bolsistas. Já nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o Brasil teve a maior delegação da história, com 286 atletas, sendo 90,9% bolsistas. Foram 72 medalhas conquistadas, em 13 esportes diferentes: 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes, além de 99 finais disputadas.
 
Pesquisa
O Globoesporte.com consultou 100 jornalistas de vários veículos de comunicação para eleger os maiores atletas brasileiros neste século de história do principal evento poliesportivo do mundo. Adhemar Ferreira da Silva, o João do Pulo foi o escolhido. Dono de cinco medalhas olímpicas, o velejador Robert Scheidt garantiu o segundo lugar. Os dois atletas mais votados pelos jornalistas são bicampeões olímpicos. Adhemar ganhou ouro em 1952 e 1956 na prova do salto triplo. Robert subiu ao alto do pódio na classe Laser nos Jogos de Atlanta/1996 e Atenas/2004. A diferença entre os dois foi de 101 pontos. Enquanto Silva somou 1.868 pontos, Scheidt ficou com 1.767. A medalha de bronze nessa eleição coube a Joaquim Cruz. O campeão na prova dos 800 metros em Los Angeles/1984, recebeu 1.407 pontos.