Esportes
Alisson pede reflexão após 'quedas'
Publicado: 00:00:00 - 05/08/2021 Atualizado: 22:39:28 - 04/08/2021
Pela primeira vez na história o Brasil vai sair de uma Olimpíada sem medalha no vôlei de praia. No esporte no qual o Brasil está acostumado a subir no pódio, entre todos os semifinalistas dos Jogos Olímpicos de Tóquio não tem nenhum jogador nacional. Restaram duplas da Suíça, Noruega, Austrália e até Letônia. Entre os times mais tradicionais, apenas uma parceria dos Estados Unidos, outra potência da modalidade, sobreviveu e ainda briga por medalha.

Divulgação/ COB
Alison e Álvaro Filho acabaram caindo antes da luta por pódio

Alison e Álvaro Filho acabaram caindo antes da luta por pódio


O vôlei de praia entrou no programa olímpico em 1996, estreando nos Jogos de Atlanta. Desde então, o Brasil obteve 13 pódios no total. "O mundo descobriu que o vôlei de praia é um esporte barato, que dá resultado e traz medalha. Brasil e Estados Unidos não dominam mais, estamos parados. A gente precisa sentar conversar", afirmou Alison, que ao lado de Álvaro Filho foi eliminado nas quartas de final do torneio masculino.

Antes, na fase anterior, Evandro e Bruno Schmidt já haviam se despedido da competição. No feminino, Agatha e Duda (caíram nas oitavas) e Ana Patrícia e Rebecca (perderam nas quartas) também foram eliminadas precocemente. "As pessoas vão olhar e ver que as duas duplas da Letônia estão nas semifinais e vão achar estranho. O mundo está investindo no vôlei de praia e nós estamos parados. Tem de melhorar, investir mais, a confederação olhar com bons olhos", continuou Alison.

Em outras edições da Olimpíada, o vôlei de praia sempre foi um dos carros-chefe entre as modalidades para o Brasil. Em Atlanta-1996 o País teve a final feminina com Jackie Silva e Sandra Pires ganhando o ouro em cima de Mônica e Adriana Samuel. Quatro anos depois, em Sydney-2000, vieram duas pratas e um bronze.

Ele e seu parceiro Álvaro Filho desperdiçaram a chance de chegar à semifinal nos Jogos de Tóquio ao perderem para Martins Plavins e Edgar Tocs, da Letônia. "Quem acaba errando mais acaba perdendo. E é uma pena, mas isso não apaga nossa história, nossa trajetória, nossa humildade, como jogamos, como nós evoluímos, e fica um legado para o Álvaro de tudo que eu aprendi, de tudo que nós passamos. Ele tem 30 anos, mais um ou dois ciclos pela frente e espero que o Brasil volte ao topo novamente", comentou Alison.








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