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Alunos aderem à metodologia do “complemento escolar”
Publicado: 00:00:00 - 04/10/2014 Atualizado: 20:06:14 - 03/10/2014
Dificuldades para ler, escrever, interpretar e fazer contas. Essas são algumas das barreiras enfrentadas diariamente por inúmeros estudantes em todo o país. A chegada do final do ano acende a luz vermelha para os pais que se deparam com as notas baixas dos filhos. Na tentativa de melhorar esse desempenho, alguns recorrem ao reforço escolar. Mas será essa a melhor saída? Para quem já aderiu à metodologia do complemento escolar, a resposta é não. O reforço tem sido considerado uma medida emergencial. Enquanto o complemento escolar propõe que o aluno aprenda a raciocinar de maneira independente e que aplique esse conhecimento no dia a dia.

De acordo com o Sistema Educacional de Educação Básica do Inep, apenas 11% dos alunos matriculados em escolas públicas e privadas do Brasil chegam ao ensino médio com o desempenho considerado satisfatório em matemática e 28% em português. Os números são reflexos dos problemas da educação de base adotada em boa parte das escolas.

O professor José Eduardo relatou que seu filho João Felipe, matriculado em uma escola tradicional de Natal, estava com dificuldades para acompanhar o ritmo de estudos do colégio. “Tentamos o reforço escolar, mas era uma coisa emergencial. Não resolvia o problema”, lembrou. Depois de muita procura, os pais descobriram a metodologia do complemento escolar, que auxilia o aluno no desenvolvimento dos conteúdos conforme a necessidade de cada um, independente da série em curso na escola.

A educadora da escola de complemento escolar Ensina Mais, Magna Lima, explica que a metodologia construtivista associada às inovações tecnológicas é capaz de desenvolver no aluno habilidades cognitivas, sociais e emocionais. Alguns estudantes, por exemplo, por tirarem notas abaixo da média escolar, perdem a autoconfiança, deixando de acreditar na própria capacidade.

“É através de uma avaliação pedagógica realizada com a criança que são identificadas as necessidades da mesma. Com isso é possível saber quais assuntos serão abordados em suas aulas, que são personalizadas e totalmente voltadas às dificuldades apresentadas em sua avaliação”, explica como é construído o acompanhamento através do complemento escolar.

Se o aluno está no quarto ano do ensino fundamental, subentende-se que o mesmo conhece os assuntos que foram abordados do primeiro ao quarto ano, mas sabe-se que, na realidade, isso nem sempre acontece. Muitas vezes ficam algumas lacunas no processo da construção do conhecimento e o complemento escolar é necessário para suprir essas necessidades, evitando que aluno tenha no futuro déficit no processo ensino-aprendizagem. “Podemos afirmar que se o aluno passar de ano sem conseguir assimilar todos os conteúdos propostos para aquele ano letivo, futuramente ele apresentará dificuldades em seu desenvolvimento escolar”, argumenta Magna Lima.

Para a educadora, alguns pais, no momento em que o aluno apresenta notas baixas na escola, recorrem ao reforço escolar tentando solucionar os problemas que o aluno está enfrentando naquele momento. Porém, o reforço serve apenas para sanar a necessidade momentânea. “É importante identificar ‘a raiz do problema’, e procurar melhorar a forma de trabalhar com esse aluno para conseguir elucidar as dificuldades que foram apresentadas”, esclarece. O reforço serve apenas para sanar a necessidade momentânea, ou seja, funciona como um “paliativo”, que futuramente precisará de mais e mais estímulo para suprir a necessidade de passar em uma prova, por exemplo, já que o aluno não teve um alicerce adequado nas séries iniciais.

Um ano após optar pelo método do complemento escolar, José Eduardo diz que atualmente os professores de João relatam uma melhora bastante significativa na aprendizagem. “Ele descobriu um meio de acompanhar as aulas da escola”, declarou.

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