Alunos da rede estadual não querem aulas aos sábados

Publicação: 2011-09-10 00:00:00 | Comentários: 3
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Depois da greve dos professores da rede estadual, o conselho escolar de cada unidade elaborou um cronograma de reposição das aulas para conseguir cumprir os 200 dias letivos exigidos pela Legislação. Para isso, foram incluídas aulas aos sábados nas escolas cujo período em greve foi mais estendido.
Professores tentam manter frequência dos alunos para garantir aplicação de conteúdo referente aos dias em greve este ano
No entanto, a 12ª Diretoria Regional da Secretaria de Estado da Educação (DIRED) vem encontrando dificuldade em algumas escolas devido à evasão de alunos nas aulas ministradas aos sábados. Pelo plano de aula aprovado pelas escolas, o ano letivo deve seguir até o final do mês de janeiro de 2012, isso porque a escola que se manteve por mais tempo em greve ficou paralisada por cerca de 50 dias.

Conforme Maria Augusta, servidora da Dired, o problema não é recorrente em todas as escolas, mas algumas unidades têm reclamado da dificuldade em atrair os alunos para as aulas. “Vamos nos sentar com os gestores para traçar uma estratégia para atrair esses alunos a frequentar as aulas. O problema não é em todas, na próxima semana vamos realizar um levantamento para avaliar em qual delas a situação é mais crítica”, antecipa ela.

A greve foi parcial e por isso a realidade de cada escola é muito relativa, visto que, em algumas unidades, houve paralisação total, já em outras apenas uma parte dos professores aderiu ao movimento. “Ainda tem aqueles casos das escolas que não aderiram ao movimento logo no começo, ou mesmo os que retornaram à sala antes do final da greve”, complementa.

Para conseguir atender os dias previstos, as escolas estão realizando aula em dias de sábado, incluindo a quinta aula e realizando atividades pedagógicas de acordo com cada realidade. Para conseguir acompanhar o cronograma de reposição, a Dired distribuiu as 68 escolas da rede estadual em quaro grandes grupos. “Cada região ficou sob responsabilidade de um coordenador que acompanha a reposição das aulas”.

  Os professores da rede estadual passaram 72 dias em greve, que se iniciou no dia 2 de maio e foi encerrada no dia 13 de julho, quando o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte decidiu pela ilegalidade do movimento paredista. As aulas, no entanto, só retornaram quase uma semana depois porque houve o período interno de elaboração do calendário de reposição e ainda o encaminhamento de todas as propostas para o Ministério Público que ficou de acompanhar o andamento da reposição.

Antes mesmo das aulas aos sábados, devido à reposição em decorrência da greve da categoria, sete escolas de Mossoró já eram habituadas às aulas no final de semana.

As unidades que fazem parte do projeto Ensino Médio Inovador, uma iniciativa do Ministério da Educação com a intenção de estimular as redes estaduais de educação a pensarem novas soluções que diversifiquem os currículos com atividades do trabalho, ciência, tecnologia e cultura.

Uma das propostas é mudar a carga horária mínima do ensino médio para 3 mil horas – um aumento de 200 horas a cada ano. Outra mudança é oferecer ao aluno a possibilidade de escolher 20% de sua carga horária e grade curricular, dentro das atividades oferecidas pela escola.

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Comentários

  • ricardoxss

    Professores ganham mal? por que escolheram ser professores? será que no período de greve o salário estava suspenso?

  • wanderalves9

    O governo pode jogar bilhões e bilhões na educação e ainda assim não reverterá o quadro da educação no Brasil. Isto só acontecerá quado, de fato, os alunos tiverem interesse em estudar, quando perceberem a real importância da escola. Enquanto isso não acontecer, nem adianta a badalada Amanda fazer um discurso bonito sem tocar no tema principal (no meu ponto de vista), o interesse dos alunos. Essa turma nova só quer saber de farra, cachaça e namoro (pra ser leve), estudar não é prioridade. Defendo que o estado comece a selecionar quem de fato quer estudar e ajudá-los da melhor forma possível.

  • gilson.medeiros

    Só deveriam obrigar os alunos a estas aulas extras, se eles (digníssimos professores) não tivessem recebido seu salário durante os 100 dias de greve. Eles aceitam a troca? Acho que não!