Alunos de comunicação da UFRN assessoram o Trilhas Potiguares

Publicação: 2017-08-02 16:18:00 | Comentários: 0
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Jadeanny Arruda 
Agência Comtrilhas/UFRN
(Especial para TN)

       A Comunicação além da academia para contribuir e tornar-se ponte entre saberes distintos em diferentes lugares do Rio Grande do Norte. Esse é o objetivo do Projeto Comtrilhas, um Laboratório Experimental de Comunicação que se insere no programa Trilhas Potiguares da Universidade Federal do Rio Grande do Norte  que nasceu a partir da observação do professor do curso de Comunicação, Itamar Nobre (UFRN), ainda quando aluno da graduação ao participar do projeto da necessidade da participação de alunos de comunicação para integrar o grupo e junto a ele produzir conteúdos úteis a sociedade, quando tornou-se professor do curso, a ideia saiu do papel e ganhou forma em 2009. 
       Cerca de 30 alunos de todas as habilitações de comunicação estão nos 25 municípios  contemplados com o projeto. O professor Itamar explica que os ganhos são muitos: “ Eu vejo a possibilidade dos alunos de comunicação se inserirem em um laboratório experimental que é o Comtrilhas e Trilhas Potiguares, e dentro dele praticar cidadania, humanismo, a técnica, o profissionalismo, a vivência em equipe, usufruindo de experiência que jamais aconteceria se não fosse esse programa. É um ganho profissional e pessoal.” Afirma.

Assessoria Home Office
       O Comtrilhas oferece aos alunos que não podem viajar para os municípios a possibilidade de estarem presentes no projeto através da assessoria de comunicação, que funciona em regime de home office. Em sua segunda edição, sendo a primeira em 2016, a assessoria do Comtrilhas tem o objetivo de auxiliar e dar suporte aos alunos que estão nas cidades, além da publicação e monitoramento nas redes sociais do projeto, produção de releases para a mídia local e escrita de perfis dos participantes. Dessa forma, os assessores se tornam responsáveis tanto quanto quem está em campo e vivenciam a experiência de conhecer melhor o município o qual assessoram. O diferencial do grupo da assessoria é o trabalho feito diretamente de suas casas. A equipe conta com 25 assessores, quatro coordenadores, um bolsista do projeto e o professor Itamar Nobre. 
Alice Andrade, aluna do mestrado em Estudos da Mídia na UFRN é uma das coordenadoras da assessoria e observa com felicidade o crescimento da procura dos alunos. “No ano passado tínhamos 10 municípios e 10 assessores, este ano temos 25 assessores, um por município. Além disso, houve uma maior procura das cidades para participarem do projeto, que atribuímos à divulgação mais intensiva nas redes sociais no ano passado.” 

Comunicação nas Trilhas
“O pouco que eu sei, eu posso dividir” afirma Felipe Cabral. O estudante de jornalismo do 5º período que vive sua primeira experiência no Comtrilhas e integra o grupo no município de José da Penha, que fica a 421 KM da capital. Surpreso, Felipe diz que se sente abraçado pela população da cidade, desde os gestores até os moradores. Além do lado afetivo, outro ponto que chamou atenção de Felipe é que ele pode colocar em prática tudo o que estuda na universidade, transmitir conhecimento e aprender também com outras pessoas. 
“Eu não tinha tido a oportunidade de vivenciar uma experiência relacionada porque nós de comunicação temos muito conhecimento teórico, e se a gente não for para um estágio, não temos essa prática. Além disso, podemos notar que mais do que a forma mecânica do jornalismo conhecida, a gente pode aplicá-lo de forma mais social, como contar histórias de pessoas, conhecer a origem delas e da cidade e mais, aqui, somos vistos como alguém que pode transmitir conhecimento. Essa é uma experiência que  quero continuar vivendo, porque as lições que tiro aqui são lições de vida, sobre colocar pessoas em primeiro lugar, lições de amor e empatia. É bastante tocante.” Diz.

Encontros de vidas
       O Comtrilhas também foi o responsável por encontros de vidas e histórias. Pessoas que dificilmente se encontrariam tem o destino cruzado. Foi o que aconteceu com a Estudante de jornalismo Helena Rodrigues, que ao participar da edição do projeto em 2016, encontrou no município de Pedra Grande a história de uma senhora aparentemente comum o tema do seu Trabalho de Conclusão de Curso. Nerize Alves de Lima, 63 anos, conhecida na cidade como Mãe Nerize, era a parteira da cidade. A mulher pacata, foi a responsável por trazer ao mundo mais da metade da população do município e despertou em Helena o desejo de contar em um livro reportagem a história dela. 
        Helena descreve essa experiência como: “O Comtrilhas me mudou por completo, eu acho que minha faculdade não seria a mesma se eu não tivesse passado pelo Trilhas. Para mim é o maior e melhor projeto, que precisa ser mantido e cuidado com carinho. Porque aqui observamos as coisas longe do correria do dia a dia e foi isso que me encantou no Trilhas. Eu sou muito grata ao projeto por ter proporcionado esse encontro e ter me modificado tanto como pessoa e profissional. Aqui aprendi que eu sou uma comunicadora e não somente uma jornalista, porque aqui é amplo e eu consigo olhar além da pauta, é olho no olho, as escolhas das palavras, do carinho com que lido com as pessoas.”
         Em sua segunda experiência no Comtrilhas a estudante afirma que participaria novamente quantas vezes fosse possível, porque sabe que a contribuição que dada ao município é algo que faz a diferença na vida das pessoas que alí vivem e acima de tudo o que também é aprendido por ela com o grupo e com os moradores locais não é algo supérfluo, é algo de vida. 

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