América aposta em físicos-técnicos

Publicação: 2020-09-17 00:00:00
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Próximo de estrear na competição, o América dedicou a semana a um trabalho importante para o grupo: O físico-técnico. Esse tipo de preparação alia a preparação física com os trabalhos técnicos e táticos da equipe. No clube, o preparador Lucas Leme foi o responsável pela condução das atividades. Segundo ele, o resultado deixou a todos confiantes para a Série D.

Créditos: CANINDÉ PEREIRAO preparador físico Lucas Leme comanda treinamento no clubeO preparador físico Lucas Leme comanda treinamento no clube

“A gente chega bastante confiante. Conseguimos implementar algumas filosofias bestante interessantes, nas questões de força, velocidade, trabalhos físicos mais com componentes específicos do jogo, dentro do modelo de jogo que o treinador gosta de jogar”, explica o preparador.

Esse tipo de trabalho, além de permitir uma proximidade muito maior com o que é exigido em campo, também tem o benefício de encurtar o tempo de atividade, que antes era muito maior, uma vez que os exercícios aplicados não tinham, necessariamente, uma relação direta com o esforço exigido pelo esporte, sobre o atleta durante uma partida. Antes, os trabalhos realizados focavam em práticas gerais que eram aplicadas em praticamente todas as modalidades, uniformemente.

Além disso, os trabalhos modernos ainda incorporam até mesmo a questão tática da equipe. “Muitas vezes não adianta a gente implementar um trabalho físico que não tenha ligação com o modelo de jogo do treinador. Então, eu vejo que o atletas assimilaram muito bem essa filosofia de incluir os trabalhos físicos dentro do componente tático do jogo e a gente vai muito confiante para que, durante essa Série D, a gente consiga implementar mais ainda esses trabalhos e a gente consiga dar uma cara muito interessante para esse América”, comenta Leme.

O preparador explicou de forma científica que, no momento atual, os jogadores são exigidos de muitas formas e os trabalhos físicos precisam seguir o modelo específico das exigências da modalidade. “As ações de sprint, as acelerações, os trabalhos de alta intensidade eles têm sido muito incluídos, porém dentro de um modelo de jogo, na forma como o treinador da equipe quer que o time saia jogando, ou seja se os atletas precisam correr mais para frente, ou mais para trás, então isso a gente vai incluindo na parte física, para que a equipe possa, com um todo, evoluir, não só no aspecto físico, mas também no técnico-tático”, conclui.