América comemora 104 anos de fundação e diretoria já projeta 2020

Publicação: 2019-07-14 00:00:00 | Comentários: 0
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O América comemora hoje 104 anos de fundação, o clube ainda não conseguiu proporcionar nesta temporada para os seus torcedores aquele que é visto como o presente mais cobiçado pela massa alvirrubra: o acesso para Série C do Brasileiro, mas a atual diretoria com trabalhos acelerados, deixa clara a disposição de continuar lutando por essa conquista na próxima temporada, ao anunciar a renovação de contratos com peças importantes do atual elenco.

Apesar de os resultados aguardados não surgirem, a torcida vem marcando presença em bom número nas arquibancadas, independente da competição ou adversário que esteja enfrentando o América
Apesar de os resultados aguardados não surgirem, a torcida vem marcando presença em bom número nas arquibancadas, independente da competição ou adversário que esteja enfrentando o América

A celebração ocorrerá hoje, na sede social do clube, a programação festiva inicia com hasteamento da bandeira do Brasil e do América, depois será celebrada uma missa em ação de graças e, na sequência, servido um café da manhã para o público presente.

A programação será dentro do critério de momento, uma vez que não há motivação para realizar uma grande festa pela cidade. A diretoria, comandada pelo presidente Eduardo Rocha, que cumpre seus últimos meses de mandato, ressalta que mesmo com a eliminação precoce, vai entregar o clube numa situação bem melhor em termos administrativos e com um caminho melhor a trilhar no futebol.

Vítima de uma das mais grave crise de sua história centenária, quando além de sofrer com problemas de finanças, mergulhou também numa crise técnic sem precedentes a partir de 2016, quando caiu para Série D do Brasileiro e passou a conviver com uma série de fracassos. Este ano o clube começou a mostrar sinais de reação, reconquistando a hegemonia do futebol potiguar, impedindo o maior rival de comemorar mais um tetracampeonato, e garantindo uma vaga na fase de grupos da Copa do Nordeste, bem como a vaga na Copa do Brasil do próximo ano, o que dará ao próximo presidente a garantia de caixa para acabar de montar e pagar a folha salarial do elenco em 2020.

Situação bem diferente da atual temporada, onde a única verba vigente era a da Copa do Brasil e o percentual que o clube consegue garantir com a participação na Timemania. O presidente do conselho deliberativo do clube, José Rocha, acredita que devido ao momento melhor, em termos de finanças, o América pode ter uma eleição bem disputada, de candidatos com propostas para elevar o clube a um patamar bem melhor.

O presidente do conselho foi o primeiro a rebater a notícia de que a diretoria pensava em pedir o licenciamento do América, pelo fato de  o clube não aguentar mais os prejuízos gerados pelo quarto ano seguido na Série D, uma competição que o dirigente costuma classificar como o purgatório dos clubes nacionais.

“Na Série D os clubes não têm direito a nada, a não ser passagens e hospedagens. É uma competição muito dura de se disputar, onde o menor erro pode colocar por terra o trabalho realizado por quase um ano. Foi isso o que aconteceu com o América neste ano, um golpe do azar foi suficiente para a eliminação da nossa equipe, que vinha realizando um bom campeonato. Mas estamos aprendendo as lições e buscando melhorar ainda mais, ano que vem iremos tentar e lutar ainda mais por esse tão cobiçado acesso. A Série D não é o lugar do América e vamos manter uma luta sem trégua para escalar de série, como já fizemos num passado não muito distante. Não tem essa de se licenciar, o América é um clube grande e não é simples tomar a decisão de abrir mão da disputa de campeonatos”, ressaltou  José Rocha.

José Rocha prevê um América ainda mais forte no próximo ano
José Rocha prevê um América ainda mais forte no próximo ano

Mas nada abala o orgulho  e o sentimento de ser um torcedor americano, isso pode ser comprovado na declaração do ex-presidente Alex Padang, um pré-candidato à eleição deste ano no clube. Quando indagado o que é ser um americano, ele responde o seguinte: “"É ser feliz. É dar exemplo para os filhos do que é o esporte, saber que aquela cor é a mesma que corre no seu sangue e no seu coração, e que você tem que defender aquilo com unhas e dentes".

No caso de Padang, ele costuma dizer que a paixão pelo América na família foi uma herança de pai para filho. Um amor que iniciou na comemoração do tetracampeonato do clube (1979 - 1982) e que com o passar do tempo só fez aumentar. Depois de um logo tempo fazendo parte de algumas diretorias, ele realizou um dos grandes sonhos do pai, que faleceu antes de ver o filho presidir, de fato, o clube do coração. “Quando eu fui presidente de direito, meu pai não estava aqui, ele já estava no céu. Mas no final do meu discurso de posse, eu disse: a bênção, pai, a bênção, mãe, estou indo ser presidente do clube do nosso coração”, disse o ex-presidente, que esperava realizar essa homenagem ao genitor em vida.

Pré-candidato à presidência, Alex Padang exalta paixão ao clube
Pré-candidato à presidência, Alex Padang exalta paixão ao clube

A paixão que contagia, faz o clube ter bons resultados de arrecadação na disputa do Brasileiro e do Campeonato Estadual. Mesmo ressentida com o fato de não ver o Alvirrubro com o mesmo glamour de quando disputou a divisão de elite do futebol nacional, os americanos provam ano a ano que não importa o adversário que está enfrentando o clube e que eles vão a campo mesmo para ver o América jogar. Por isso, independente da situação em que o América se encontre, para aqueles bons americanos, o Alvirrubro será sempre um gigante do futebol nacional.



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