Amanhã começa

Publicação: 2017-04-12 00:00:00 | Comentários: 0
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O América joga hoje contra o ASSU no Edgar Montenegro e amanhã começa o processo de remontagem do elenco para a disputa do Brasileiro da Série D, hoje, a competição mais importante dos 101 anos de clube da Rodrigues Alves. Você não leu errado não! A Quarta Divisão do Brasileiro, é hoje a competição mais importante dos 101 anos de existência do América Futebol Clube, que chegou ao fundo do poço graças a uma gestão marcada pelos erros e fracassos no futebol do clube. Nos últimos dois anos, o torcedor do América comemorou apenas e tão somente a conquista do primeiro turno do Estadual do ano passado e de lá para cá, fracasso em cima de fracasso.

O grande desafio

Eduardo Rocha que está à frente do grupo de futebol que assumiu após a renúncia do presidente Beto Santos, encontrou além de um elenco de baixíssima qualidade técnica, um problema ainda maior, com a maioria dos jogadores tendo contratos até o final da temporada. Equacionar a necessidade de limpar a área e de contratar com pouco ou quase nenhum recurso, é um desafio e tanto.

O sistema é bruto

Além das dificuldades que falei no tópico anterior, o próprio sistema de disputa da Série D complica na hora de contratar, mais uma razão para não fazer contratos longos como fez o América que trouxe os caras indicados por Felipe Surian e vejam só, trabalhou imaginando 100% de acerto, o que não existe no futebol. Só um neófito no mundo do futebol para imaginar que contratando 15,16,sei lá quantos jogadores acertaria em todos a ponto de assinar contratos até o final da temporada.

O sistema é bruto I

A Quarta Divisão começa com 17 grupos de quatro times cada, que jogam em ida e volta dentro do próprio grupo. Avançam para a segunda fase os primeiros de cada e mais os 15 melhores segundos colocados, fechando um total de 32 equipes na segunda fase. A partir daí, e é onde mora o perigo, a competição é disputada em sistema de mata-mata até a definição dos quatro que sobem para a Série C.

Investindo nas bases
Pode não ser o ideal, mas o ABC vem fazendo um investimento nas bases, respeitando a realidade do clube e tem atletas colocados em vários times do Brasil, além de outros que estão integrados ao elenco profissional, como os casos do goleiro Gomes, Paulinho, Arez, Cleiton, Tonhão, Luiz Felipe, Jardel, Jhonata, Erivélton, Berguinho, Fessin, Chiclete e Leozinho.

Investindo nas bases I No Baraúnas, o ABC tem três jogadores emprestados e dois que chamaram atenção, Ítalo e Capacete, além do lateral Balinha. No ASSU está o zagueiro Vinicius. Montanha outro zagueiro das bases está no Internacional, Pedrinho no Fluminense, Wenderson e Arthur no Atlético Mineiro. Repito que pode não ser ainda o investimento ideal, mas o ABC é o clube que está mais perto de chegar lá.

A estrutura é sólida A estrutura que o ABC mantém para as categorias de base, com Departamento Médico, ajuda de custo para os atletas, alimentação e alojamento para 38 atletas é importante para dar solidez a um trabalho de base.

Que rodada!
Nesta quarta-feira, a decisão de quem vai para as finais do returno com o ABC. O ASSU que tem 12 pontos e enfrenta o América no Edgarzão? O Potiguar que soma 11 pontos e joga na Arena das Dunas contra o Santa Cruz que ainda briga para escapar do rebaixamento? Ou o Globo que corre por fora com 8 pontos e joga em Mossoró contra o Baraúnas? No Frasqueirão, já classificado o ABC enfrenta o Alecrim desesperado para fugir da queda.

Não acredito O mundo do futebol é estranho e nele, parafraseando o competente Sérgio Papellin, só não jumento voar, mas não acredito que o ABC possa voluntariamente “ajudar” o Alecrim a escapar do rebaixamento. E não acredito justamente pelas cobranças e pela maneira como Geninho conduziu o treino da última segunda-feira, cobrando e exigindo seriedade o tempo todo. Que interesse teria o ABC em “ajudar” o Verdão? Não acredito!



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