Amaro Sales, da Fiern: "Oportunidades vão estar em cena nesse momento"

Publicação: 2019-09-15 00:00:00 | Comentários: 0
A+ A-
Entrevista: Amaro Sales, Presidente da Federação da Indústria do Rio Grande do Norte – Fiern

Amaro Sales, presidente da Federação da Indústria do Rio Grande do Norte – Fiern

Qual a importância do EEBA para o Rio Grande do Norte?
Que venham os alemães. O Rio Grande do Norte passa por um momento no qual a sua força econômica está inserida nas energias solar e eólica, está inserida no agronegócio, fruticultura, carcinicultura, pesca oceânica e também na mineração. Várias oportunidades que existem no Rio Grande do Norte vão estar em cena nesse momento que irá acontecer o Encontro Econômico Brasil Alemanha. Um encontro que já existe há 36 anos. Este será o 37º. O EEBA acontece um ano na Alemanha e outro no Brasil e traz o sentimento não só do Rio Grande do Norte, mas de todo o Nordeste. Teremos a participação dos nove governadores do Nordeste. É uma importância dada ao evento. Iremos ter a participação tanto da CNI quanto da BDI. Então, o encontro com mais de mil pessoas que irá acontecer nos dias 15, 16 e 17, a gente tem que desenhar como de muita importância para o Estado do Rio Grande do Norte.

E é a primeira vez que Natal sedia...
Isso. Esse encontro aconteceu uma vez no Nordeste que foi no ano de 2004. A maior importância dele é de que num cenário anterior, não havia esse ambiente para acontecer no Nordeste. O Estado do Ceará sediou em 2004 e, hoje, 15 anos após, está acontecendo no Rio Grande do Norte. Acredito que, com isso, o Nordeste volta a ser, mais uma vez, a bola da vez para o Brasil e para o mundo, principalmente para os alemães.

Em suma, o que é tratado EEBA? Qual a agenda dos convidados?
Nós temos discussões nas áreas de Energia, Educação, na Indústria 4.0, na questão da Saúde e do relacionamento entre as instituições. O Senai/RN já tem uma parceria com o Estado da Renânia e Palatinado desde 2009. O Sistema Fiern, através do Senai, tem também uma parceria com o Estado de Vatten-Gutenberg e essa parceria vem, principalmente, na questão das energias renováveis e está lá no Senai, no CTGás, esses convênios e esse relacionamento entre as instituições. Institutos importantes da Alemanha, na área de pesquisa, participam também desse encontro.

E também ocorrem discussões políticas em paralelo às empresariais. Como será a parte política, quem está confirmado?
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, vem representando o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, vem representando o governo federal e a presença dele é muito importante. Há, também, confirmada a presença do presidente da BDI, que é a associação das indústrias da Alemanha. Também estará presente o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Braga, que estará discutindo as questões bilaterais entre os governos com o secretário-geral da Alemanha, que vem participar representando o governo alemão. O ministro de Minas e Energia alemão também confirmou presença e vem como representante da Secretaria de Direito Econômico alemã. Traz uma relação institucional entre a CNI e a BDI e, também, a relação de governo que será representada pelo vice-presidente Mourão. Tem também, a participação dos nove governadores da reigão Nordeste que irão discutir com o  presidente da CNI e da BDI, assuntos ligados à indústria.

Do seu ponto de vista, quais são as maiores necessidades, principalmente para o Rio Grande do Norte, para importar tecnologia e novas possibilidades de desenvolvimento econômico?
Eu vejo que essa importância dada pela Embaixada da Alemanha, pelos empresários alemães – teremos cinco CEOs de grandes empresas alemãs no EEBA deste ano – descortina o Nordeste para empresas internacionais como BMW, Bayer.  Estar no Nordeste, para elas, é um forma de buscar novos mercados, novas possibilidades, novos negócios e o Nordeste tem que participar. Sua área, com mais de 50 milhões de habitantes é uma área de olhar diferente. Nós acreditamos que esse encontro acontece não só por ser no Rio Grande do Norte, mas por estar no Nordeste, que é uma região tão atrativa principalmente pelo o que produz hoje. O Nordeste tem, dentro da sua produção de energia, representando quase 90% da energia consumida na região, só em renováveis. Então, é um número bastante respeitado e isso atrai investidores de outros países. E também o relacionamento empresarial principalmente agora com a assinatura da parceria entre o Mercosul e a União Europeia. Foram buscados os meios políticos e agora vamos debater as questões empresariais. O que o Nordeste irá vender para a Europa, o que irá comprar da Europa? Isso será pauta de conversas e discussões em ambientes de relacionamentos empresariais e pela quantidade de empresas alemãs instaladas aqui. No Brasil, existem mais de 1.600 empresas alemãs baseadas no Brasil com maioria em São Paulo.





continuar lendo


Deixe seu comentário!

Comentários