Ameaça de retração

Publicação: 2019-04-17 00:00:00 | Comentários: 0
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Luiz Antônio Felipe
laf@tribunadonorte.com.br

Para fechar com “chave de ouro” o primeiro trimestre do ano, analistas acreditam que a economia brasileira pode recuar no primeiro trimestre e, pela primeira vez depois de 2016. Pior ainda é que, do ponto de vista socioeconômico, o País está descendo a ladeira. O estado mais rico (São Paulo), teve queda no desenvolvimento humano. Recuou em seu Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) em 2017, segundo estudo da Fundação João Pinheiro, Ipea e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).  Outras cinco unidades da federação também seguiram o mesmo caminho, com o Rio Grande do Norte no meio deles. A dimensão Longevidade foi a única que cresceu em todas as regiões metropolitanas. Já as dimensões Renda e Educação recuaram em dez das 21 regiões analisadas.

Indicadores
Além do IDHM e seus três subíndices, o relatório fornece um conjunto de 60 indicadores socioeconômicos. Há dados desagregados por cor e sexo, que permitem a identificação de grupos mais vulneráveis. Um prato cheio para os analistas.

Indústria
A indústria brasileira perdeu mercado para os concorrentes estrangeiros.  A participação dos produtos importados no consumo brasileiro sobe para 18,4%, a maior desde 2011, mostra estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Precisa aumentar mais para a concorrência forçar uma queda de preços. O uso de insumos estrangeiros na indústria também aumentou. Mas a fatia das exportações no valor da produção nacional ficou estável.

Previdência
O governo prevê 4,2% para aposentados em 2020, com o teto da Previdência Social subindo a R$ 6.084,71. O piso do INSS seria de R$ 573 sem a regra atual de aumento. Por outro lado, com a taxação de rendimentos, a reforma da Previdência abre espaço para taxar até vale-refeição e férias.  Sem o aumento real, o salário mínimo sobe R$ 42  mas, subiria R$ 11 a mais em 2020. Sem amento real pode puxar o consumo para baixo.

Mínimo
Mesmo representando um peso para as contas públicas, o salário mínimo deveria ser reajustado com, pelo menos, 2% de produtividade. Mesmo sem ganho real (acima da inflação), o impacto do mínimo chega a R$ 15 bilhões e contribui para movimentar a economia. O Congresso deverá aumentar o mínimo de 2020.

Comércio mostra reação
A atividade do comércio cresce 2,33% em março, aponta o indicador da CNDL/SPC Brasil. Alta é maior do que a observada em março do ano passado. Para especialistas do SPC Brasil, a trajetória é de retomada lenta e inadimplência elevada impõe limites a expansão das vendas a prazo. Os dados mostram que as consultas para vendas a prazo cresceram no acumulado em 12 meses até março deste ano. No mesmo período do ano passado, as vendas do segmento haviam crescido 1,49%. Já nos anos anteriores, em plena recessão econômica, os dados estavam no negativo, com queda de -4,49% em 2017, -4,39% em 2016 e -0,84% em 2015.

Atacado
Outro dado também apurado pelo indicador é o nível de atividade no comércio atacadista. Nesse caso, que não leva em consideração a venda de veículos e motocicletas, o crescimento no acumulado em 12 meses até março foi de 4,73%. O dado sucedesse outras duas altas observadas neste ano, como a expansão de 5,29% em janeiro e 5,66% em fevereiro.

Consumidor
Com o tema “Direito do Consumidor e Legislação Metrológica” a Associação de Supermercados do RN (Assurn), promove hoje, a partir das 14h, na sede do Sebrae RN, em Natal, uma palestra para empresários, gerentes e encarregados de supermercados associados.  O palestrante é  o advogado especialista no tema e ex-coordenador do Procon/RN, Jandir Olinto.

Aluguel
O valor do aluguel de imóveis tem queda real no primeiro trimestre de 2019. É a crise com o seu rastro de destruição. O preço médio de locação de Fortaleza é o mais baixo entre as capitais do País, segundo a FipeZap. A rentabilidade do aluguel dos imóveis do Ceará registrou o pior índice do País, de apenas 3,21%.

Energia
O Banco do Nordeste vai financiar a instalação de usina fotovoltaica no Médio São Francisco, com capacidade de geração de 4,5 megawatts. O parque  atenderá cerca  de 2.500 moradores da região no bombeamento de água do Rio São Francisco para fruticultura. O investimento total do projeto é de R$ 24,9 milhões, dos quais R$ 22,4 milhões serão financiados pelo BNB.

Caminhão
Além da linha de crédito e de outros benefícios aos caminhoneiros, o governo deveria exigir avanos tecnológicos das montadoras. Por exemplo, motores de consumo menor de diesel.







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