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Natal
Ameaças a escolas públicas e privadas do Rio Grande do Norte são investigadas
Publicado: 00:01:00 - 19/05/2022 Atualizado: 22:51:41 - 18/05/2022
O setor de inteligência da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte (Sesed/RN) em parceria com as polícias Civil e Militar do Rio Grande do Norte, investiga ameças feitas a escolas da rede pública e privada por meio de pichações e bilhetes. Até o momento, a informação é que houve, pelo menos,  quatro eventos do tipo, em unidades de ensino localizadas em Mossoró, Serra do Mel e Natal. A Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer ainda trabalha para confirmar uma ocorrência em Macaíba.

Anderson Barbosa
Reunião foi realizada ontem para discutir investigação. Haverá integração entre polícias

Reunião foi realizada ontem para discutir investigação. Haverá integração entre polícias


As pichações são registradas desde abril – a maior parte, em escolas da rede estadual de ensino, sendo dois episódios em Mossoró e um em Serra do Mel, além do caso em Macaíba que ainda não havia sido confirmado pela pasta nessa quarta-feira (18). Em Natal, a situação ocorreu na manhã de quarta, na unidade Dom Bosco, do Colégio Salesiano, na rede privada de ensino. A Polícia Militar tomou ciência do fato e foi à escola, acompanhada de representantes da Ronda Escolar e do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep).

O objetivo foi averiguar e fazer uma perícia na pichação. O secretário estadual de segurança pública, coronel Araújo, explicou que foi acionado pela Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC/RN) para tratar da questão na quarta-feira. Na reunião, foram debatidas estratégias para inibir a ocorrência prévia das ações, e também as medidas investigativas para identificação dos responsáveis pelos atos dentro das instituições de ensino.

As estratégias não foram reveladas à imprensa por questões de segurança, mas o secretário estadual de segurança afirmou que haverá uma integração entre as próprias escolas e as polícias Civil e Militar para tentar conter os atos. “Estamos com orientações a diretores, professores e estudantes para buscar, se não acabar com esses atos, diminui-los”, disse coronel Araújo.

“Estamos traçando estratégias, com fiscalização e acompanhamento maior dos adolescentes nas escolas. E temos conversando com a SEEC e as escolas para adotar as  medidas que atendam à demanda de todos”, acrescentou o secretário em seguida.

A secretária-adjunta de Educação do Estado, Márcia Gurgel, informou que o momento é de verificação dos fatos. Segundo ela, ainda não há conclusões sobre as pichações. “Estamos com todos os setores especializados atuando nas investigações, com análise e verificação de todas as informações. Tudo está sendo feito com muita atenção para descartar qualquer possibilidade, sejas elas ligadas à concretização dessas ameaças, sejam para dar segurança e contribuir para a formação dos nossos estudantes”, garantiu Márcia Gurgel. 

De acordo com ela, não há orientações de suspensão de aulas na rede no momento. A secretária-adjunta esclareceu que qualquer providência só será tomada a partir do avanço das investigações. “Todas as diretorias regionais estão acompanhando a situação.  Pela incerteza dos fatos, não tem como suspender aulas. Isso vai ser indicado pelos estudos que estão sendo feitos. Nossa orientação é que a gente consiga ter um clima de tranquilidade relativo, mas atento ao que está acontecendo”, disse a secretária-adjunta.

Escola em Natal reforçou segurança
A rede de Colégios Salesianos RN divulgou uma nota na quarta-feira sobre o episódio ocorrido na unidade Dom Bosco, em Nova Parnamirim. De acordo com a rede, a equipe gestora da unidade tomou ciência de uma pichação encontrada em um banheiro da unidade, “que falava de um suposto massacre” na  quarta-feira. O Colégio afirmou que iniciou um processo de averiguação sobre o assunto para identificação dos possíveis autores.

A rede de colégios chamou de “maldosa 'fake news'” os boatos sobre o suposto massacre descrito na pichação.   “Enfatizamos que essa informação trata-se de uma maldosa 'fake news'. Nas últimas semanas, diversas escolas públicas e particulares de todo o Brasil têm relatado ameaças como essas, conforme noticiado na mídia nacional”, descreveu o Salesiano. 

“Como reforço na segurança, entramos em contato com a Ronda Escolar da Polícia Militar para que redobrasse a atenção no entorno da instituição. Além do apoio da PM, reforçamos a segurança interna e a nossa equipe está atenta e tomando as medidas preventivas necessárias para que os nossos educandos e colaboradores sintam-se seguros para frequentar o ambiente escolar”, informou o Colégio.

O Salesiano destacou que as unidades de ensino próprias são seguras. “Ressaltamos que nossas unidades são ambientes seguros para o acolhimento dos nossos alunos e colaboradores e estamos trabalhando efetivamente para manter o clima de tranquilidade necessário para o bom andamento das nossas atividades pedagógicas”, disse.

O caso registrado na unidade do Colégio Salesiano está sendo investigado pelo delegado Carlos Brandão, da 2ª Delegacia de Polícia de Parnimirim, na Região Metropolitana.

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