Aneel vai leiloar 11 linhas de transmissão em dezembro

Publicação: 2011-11-17 00:00:00 | Comentários: 0
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Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil

Brasília - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai leiloar no dia 16 de dezembro 11 linhas de transmissão, que devem ser construídas em dez estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Alagoas, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Maranhão, Goiás e Amazonas. As linhas, divididas em nove lotes, terão 1.378 quilômetros de estensão e 12 subestações.

Emanuel AmaralAs linhas de transmissão servem para escoar a energia produzida em usinas eólicas, por exemploAs linhas de transmissão servem para escoar a energia produzida em usinas eólicas, por exemplo
O edital do leilão foi aprovado ontem pela diretoria da Aneel. Segundo estimativas da agência reguladora, os empreendimentos devem ser construídos em um prazo de 18 a 24 meses, com investimentos de R$ 1,6 bilhão e previsão de geração de 8,5 mil empregos diretos.

Os vencedores do leilão serão as empresas ou consórcios que apresentarem o menor valor de Receita Anual Permitida (RAP), que é o quanto a transmissora terá direito pela prestação do serviço, a partir da entrada em operação comercial das instalações. O limite da RAP para os 11 empreendimentos, determinada no edital, soma R$ 195,6 milhões.

Em setembro deste ano, a Aneel leiloou 14 linhas de transmissão, com 2 mil quilômetros de extensão e 12 subestações. O leilão terminou com deságio médio de 22,74% e as empresas que arremataram a maioria dos lotes foram as estatais Eletronorte e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) .

Um levantamento recente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostra que 67% das obras licitadas para reforçar o sistema de transmissão de energia elétrica no Rio Grande do Norte estão atrasadas. Das nove em andamento no estado, seis estão fora do prazo. O percentual fica acima do registrado no País, onde 48% das obras descumpriram o cronograma, conforme mostrou matéria publicada dia 29 de outubro na TRIBUNA DO NORTE. O atraso nas obras, disse à época Jean Paul Prates, ex-secretário estadual de Energia e diretor-geral do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), prejudica empreendedores, mas não afeta o fornecimento de energia elétrica. “Ainda”, acrescentou ele.

Entre os afetados pelos atrasos estão empreendimento de geração de energia eólica. No parque eólico Santa Clara, no RN, que tem 188 MW de capacidade, o atraso na implantação de estações coletoras (ICGs) para conectar as usinas ao sistema de transmissão do governo federal adiará o início de sua operação em seis meses.

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