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Animais de apoio são suporte emocional e ajudam na depressão
Publicado: 15:21:00 - 15/09/2021 Atualizado: 15:36:58 - 15/09/2021
Foram inúmeros os impactos gerados pela covid-19 e um deles foi sentido diretamente na saúde mental, que teve uma piora de 53% entre os brasileiros, segundo uma pesquisa divulgada pelo portal de notícias BBC. Paralelo a este aumento, e por consequência dele, a adoção de pets subiu mais de 10% no país. 
Divulgação

Com o isolamento social, muitos brasileiros foram em busca de pets para suprir a solidão. De acordo com Fernanda Rabaglio, CEO da Matilha Brasil, empresa especializada em marketing de influência pet, ter um animal de estimação passou a ser uma opção para quem não tinha tempo e, com a pandemia passou a estar mais em casa, como também para quem sentia falta de uma companhia durante o home office, por exemplo. 

“Ter um pet pode ser um modo de ter apoio emocional para trabalhar equilíbrio, redução de ansiedade e tratamento de depressão, por exemplo. Isso acontece por vários motivos, mas sobretudo, porque o pet te desvia de focos de stress como, trabalho, estudo, pandemia e finanças”, comenta Fernanda.

Fernanda conheceu a TAA (Terapia Assistida por Animais), indicada pelo seu médico em 2016. Foi então que Prince e Maya, dois cães da raça Chow Chow, chegaram à sua vida. “Eles preencheram a casa de vida, alegria, novas atividades e rotina. Hoje, a Maya me acompanha onde vou e é sensível ao ponto de reconhecer alegrias, tristezas e é capaz de reconhecer quando preciso de uma pata amiga”.

Com isso, Fernanda passou por duas transições na sua vida. A primeira foi o abandono de medicações e melhoria de saúde. E a segunda com a mudança de área de trabalho, deixando o Turismo para atuar no Mercado Pet, entre 2017 e 2019.

Hoje, ela mantém uma rotina com o seu pet como, realizar caminhadas, o que a ajuda a lidar não só com a ansiedade e o stress diário, como também mantém os sinais da depressão mais distantes do seu dia a dia. “Em alguns momentos do dia você para tudo e se dedica ao animal com brincadeiras, cuidados com a alimentação e ainda faz atividade física com ele nos passeios. Tudo isso ajuda a relaxar o corpo e a mente, trazendo qualidade de vida e muito carinho”, comenta Fernanda.

Animais de apoio 
Um animal de estimação, como ressalta Fernanda, desvia focos de stress e auxilia na saúde mental do tutor, já o animal de apoio emocional vai além disso, ele precisa da sensibilidade e percepção do seu tutor em uma conexão muito profunda de conhecimento recíproco, além de um adestramento básico para convívio em sociedade, que conta com dessensibilização de estímulos a possíveis sustos e situações de stress. 

Um pet de apoio emocional pode ser suporte em vários momentos, a depender das necessidades de cada um. Sendo assim, a escolha do animal de apoio emocional é relativa e deve estar diretamente relacionada ao dia a dia de cada um. No Brasil, usualmente, usa-se o cão como animal de apoio emocional por ser uma espécie que é facilmente treinada para convívio em sociedade. Contudo, a escolha vai muito além da facilidade de adestramento. “Um pet de apoio passa pela necessidade de ser um animal que agrade o tutor. Se o objetivo é ser um apoio emocional e a pessoa tem medo de gatos, não faz sentido adotar um”, conclui Fernanda.

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