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Economia
ANP: Diesel fica mais caro que gasolina pela 1ª vez desde 2004
Publicado: 00:01:00 - 25/06/2022 Atualizado: 23:08:24 - 24/06/2022
Rio (AE) - O preço do litro do diesel passou pela primeira vez o da gasolina, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgado nesta sexta-feira (24), refletindo a alta dos preços internacionais dos combustíveis, que fizeram a Petrobras reajustar o diesel em 14,2% e a gasolina em 5,2%, no último dia 18.

Adriano Abreu
No RN, o preço médio para o diesel foi maior que o nacional: R$ 8,07; a gasolina ficou em R$ 7,90

No RN, o preço médio para o diesel foi maior que o nacional: R$ 8,07; a gasolina ficou em R$ 7,90


O preço médio do diesel nos postos de abastecimento em todo o território nacional atingiu, na semana de 19 a 25 de junho o valor de R$ 7,568/litro, enquanto o preço médio da gasolina ficou em R$ 7,390/litro. O preço mais alto do diesel foi encontrado a R$ 8,850/litro no Acre, e o mais baixo a R$6,290/litro no Rio de Janeiro.

A alta em relação à semana anterior foi de 9,6% no caso do diesel e de 2,2% na gasolina. No Rio Grande do Norte, o preço médio para o diesel foi de R$ 8,07, com alta de 10, 36%, na semana de 19 a 25 de junho, e 65,42% em 12 meses.  Já  para a gasolina comum, o preço médio foi de R$ 7,90, com variação positiva de 7,18% na semana.  

O diesel tem sido mais disputado no mercado global e a previsão é de que a partir do segundo semestre os preços sejam ainda maiores, por causa da substituição do gás russo da Europa pelo combustível, após as sanções impostas à Rússia pela invasão na Ucrânia. Também a partir de julho começam as férias de verão no hemisfério norte, que aumentam a demanda também da gasolina, e os furacões nos Estados Unidos, fenômeno que interrompe por muitas vezes a produção do Golfo do México.

No mercado interno, porém, o governo tenta segurar possíveis futuras altas, trocando mais uma vez o comando da Petrobras.
Mesmo antes do aumento, o preço do diesel nas bombas dos postos já era criticado pelos caminhoneiros, que no segundo semestre aumentam o consumo do combustível por causa do transporte da safra agrícola.

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