Após 11 aumentos, em maio, gasolina tem queda no preço

Publicação: 2018-05-23 00:00:00
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Os preços da gasolina e do diesel terão queda nas refinarias nesta quarta-feira (23). A oscilação de preço é justificada pela Petrobras parte da política adotada desde o ano passado, que acompanha a cotação do petróleo no mercado internacional. Em Natal, a gasolina vendida ao consumidor nos postos de gasolina comum variava entre R$ 4,43 e R$ 4,59 nesta terça-feira (22). A expectativa é que esse preço seja reduzido. Para o Procon/RN, isso deve ser feito ainda nesta quarta-feira.

Créditos: Alex RégisCaminhoneiros fazem protesto e bloqueiam rodovias no RN e mais 21 outros estadosCaminhoneiros fazem protesto e bloqueiam rodovias no RN e mais 21 outros estados

Caminhoneiros fazem protesto e bloqueiam rodovias no RN e mais 21 outros estados

Com a queda nesta quarta-feira, o preço médio do litro da gasolina sem tributo nas refinarias será de R$ 2,0433, com queda de 2,08% em relação à média atual de R$ 2,0867. No mês de maio, o combustível acumula alta de 13,6%, com 11 aumentos consecutivos. O valor médio nacional do litro do diesel caiu para R$ 2,3351, 1,54% menor do que a medida atual de R$ 2,3716. Desde o início do mês, o produto acumula alta de 10,6% comparado à abril.

Antes de chegar aos postos de combustíveis, no entanto, esse valor passa por duas etapas, sendo a das refinarias a primeira. Depois, segue para as distribuidoras, de onde sai com um acréscimo de valor. Nessa etapa, leva-se em conta os impostos (ICMS, CID, PIS/PASEP), que são 50% do preço de aquisição final, e a margem de lucro das distribuidoras. Ao chegar nos postos, ainda há a soma com o valor do frete, o ICMS estadual e a margem de lucro da revenda.

O Procon, órgão de proteção ao consumidor, fiscaliza essa última etapa. Segundo o coordenador do Procon estadual, Cyrus Benavides, os postos do Rio Grande do Norte podem atualizar o valor somente na faixa acrescida nos aumentos. “O posto vai aumentar de preço, mas tem que estar na faixa do aumento da refinaria. Se nós identificarmos um aumento muito alto, vamos multar. Essa prática é chamada 'aumento injustificado'”, disse.

Com a redução da Petrobras, a perspectiva é que o preço diminua ainda nesta quarta, antes mesmo dos novos estoques chegarem aos postos. Entretanto, Cyrus reconhece que nesses casos os donos dos postos costumam manter o último preço. “Em tese, a redução deve ser de imediato, assim que o anúncio é feito pela Petrobras. Exigimos isso e nossa equipe de fiscalização está na rua, assim como também somos informados por denúncias de consumidores”, acrescentou.

A reportagem entrou em contato com o Sindicato dos Postos para questionar quanto o preço da gasolina deve ficar após a queda, mas não recebeu respostas.

Diesel
O preço do diesel reduziu 1,54% nas refinarias, após sete aumentos consecutivos. O produto passa a custar R$ 2,3351 nas refinarias a partir desta quarta-feira (23). O diesel acumula uma alta de 12,3% desde o primeiro dia de maio.

Na região metropolitana de Natal, caminhoneiros voltaram a realizar protestos contra o valor do combustível. Eles fecharam uma via da BR-101 por volta das 11h30, novamente na altura do parque Aristófanes Fernandes. A Polícia Rodoviária Federal liberou o local cerca de uma hora depois.

Protestos
Nesta terça-feira (22), caminhoneiros interditaram os dois sentidos da BR-304 no trecho entre Mossoró e Tibau, no interior do Estado. Os motoristas liberaram o fluxo apenas para ônibus, ambulâncias e carros pequenos, causando lentidão no trânsito da região.

Segundo o caminhoneiro Marcos André Clementino, "é preciso que os demais caminhoneiros se conscientizem que é necessário pressionar o governo com as paralisações. A gente não aguenta mais a subida do preço do óleo diesel. Na Bahia, o litro está custando R$ 4,15. Não tem mais quem aguente”.

Os caminhoneiros também interditaram a BR-101 na altura do Parque Aristófanes, em Parnamirim, região metropolitana de Natal. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o protesto começou no fim da manhã desta terça-feira (22), com os motoristas ocupando uma faixa da rodovia no sentido Natal/Parnamirim. Na região, os protestos acontecem desde a manhã da segunda-feira (21). As manifestações foram anunciadas na última sexta-feira (18) pela Associação Brasileira de Caminhoneiros (ABCam) e pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que convocaram caminhoneiros de todo o país para efetuarem bloqueios pedindo a retirada dos encargos tributários sobre o diesel comercializado no Brasil. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou manifestações em 21 outros estados brasileiros: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, no Espírito Santo, Minas Gerais, em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba,   Tocantins, Ceará, Maranhão,  Pará, Amazonas e Rondônia. Além desses, a ABCam aponta que ocorreram manifestações também em Roraima, porém sem confirmação oficial da PRF. Estima-se que cerca de 200 mil caminhoneiros tenham participado de alguma movimentação pelo país desde a segunda-feira, dia que começaram as primeiras interdições.

Números
11
ocorreram no preço dos combustíveis apenas ao longo do mês de maio;

R$ 4,59 é o preço máximo do litro da gasolina comum encontrado em vários postos de Natal.



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