Após polêmica, presidente fala com Xi Jinping

Publicação: 2020-03-25 00:00:00
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BRASÍLIA - Seis dias após o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) se envolver em uma polêmica com a Embaixada da China no Brasil por culpar o país pela disseminação do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da China, Xi Jinping, conversaram ontem por telefone. Segundo Bolsonaro, a reunião tratou de ações contra a pandemia e da ampliação do comércio entre as duas nações.

"Ambos reiteraram o compromisso com a estabilização e ampliação da parceria comercial, em especial neste contexto desafiador, contribuindo responder ao impacto causado pela covid-19 na economia mundial e se empenhar para retomar o crescimento econômico e comercial no mundo", escreveu no Twitter o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, que, na semana passada, exigiu um pedido de 
desculpas de Eduardo pela declaração.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil. Só no ano passado, o país asiático comprou US$ 65,4 bilhões em produtos brasileiros. Já com registro de queda nos casos de coronavírus, os chineses têm oferecido apoio a outros países.

Segundo Wanming, a conversa entre os dois líderes ocorreu em um "ambiente muito cordial e amistoso". Pouco antes, Bolsonaro já havia publicado que o contato reafirmou os "laços de amizade".

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que defendeu Eduardo após o episódio e exigiu que o embaixador da China se retratasse, afirmou ontem que Bolsonaro e Xi Jinping tiveram um "ótimo diálogo, reafirmando os laços de cooperação e comércio". "O telefonema mostra que, para a China, a relação é tão importante quanto para o Brasil, e que nossa política externa com a China está no caminho correto", escreveu o chanceler nas redes sociais.

Tuíte
No dia 18, Eduardo Bolsonaro publicou tuíte em que acusou a China de ter escondido informações sobre o início da pandemia do coronavírus. "A culpa é da China e liberdade seria a solução", escreveu o deputado do PSL, seguindo a linha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem se referido ao novo coronavírus como "vírus chinês".

Wanming exigiu um pedido de desculpas ao povo chinês. Numa das mensagens, o diplomata escreveu que Eduardo contraiu um "vírus mental" ao voltar dos Estados Unidos, onde esteve com a comitiva presidencial - que já tem 22 infectados com covid-19. Diante das críticas, Eduardo publicou uma nota em que disse que jamais quis ofender o povo chinês e que o Brasil não quer problemas com o país asiático.






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