Aparelho desenvolvido por alunos da UFRN ajudará na detecção precoce do câncer de pele

Publicação: 2018-02-22 00:00:00 | Comentários: 0
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Ícaro Carvalho
Repórter

Um grupo de estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) quer trazer uma novidade para a tecnologia no tocante à descoberta de câncer de pele, doença que corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país.

Professor Marcelo Fernandes orienta os estudantes Wysterlânya Kyury, Felipe Lopes e Daniel Morais no desenvolvimento da ferramenta
Professor Marcelo Fernandes orienta os estudantes Wysterlânya Kyury, Felipe Lopes e Daniel Morais no desenvolvimento da ferramenta

Os estudantes de Engenharia da Computação, Wysterlânya Kyury, Daniel Morais e Felipe Lopes, sob a tutela do professor Marcelo Fernandes, do Departamento de Engenharia de Computação e Automação, desenvolvem desde o primeiro semestre de 2017 uma ferramenta que pretende auxiliar os médicos na descoberta da pele não melanoma. A aplicação, intitulada Smart Skin Cancer Identification (Identificação Inteligente do Câncer de Pele, em tradução literal) propõe um produto para o reconhecimento automático de câncer de pele por meio de imagens catalogadas numa rede neural. Essa rede terá um sistema de aquisição de imagens – que, em princípio, será um celular com uma lente específica acoplada à câmera – que vai capturar a mancha na pele do paciente e “comparar” com uma base de dados, afirmando, em poucos minutos, se aquela aparição na pele é ou não um câncer.

Mas como isso funciona? De acordo com os estudantes, a rede neural utiliza o subcampo da ciência da computação conhecido como machine learning, o qual a máquina, por meio da inteligência artificial, procura padrões naquele mancha na pele e contrapõe com as imagens reais de tumores malignos cadastradas no banco de dados. Esses bancos de dados, explicam, estão presentes de maneira gratuita na internet e são reconhecidos e certificados por especialistas de todo o mundo.

“A ideia principal é a detecção de câncer de pele com o objetivo de auxiliar os médicos a diagnosticar o melanoma. A gente dá uma entrada de uma imagem à nossa rede neural, e ela já treinada anteriormente com um banco de dados, vai definir se é um melanoma ou não e vai dar essa informação para o médico auxiliando, o diagnóstico dele”, explica a estudante Wysterlânya Kyury.

Trocando em miúdos, o propósito dos alunos da universidade é auxiliar os médicos a diagnosticar o câncer de pele mais cedo, visto que, uma vez identificado precocemente, as chances de cura são cada vez maiores.

“A gente não quer substituir o médico, de forma alguma. Queremos auxiliar, agregar valor, para ali na hora, ele ter mais uma ferramenta, para otimizar o trabalho dele”, explica o professor Marcelo Fernandes. “Através do melhor desempenho fornecido pelo FPGA, é possível realizar um diagnóstico rápido e com resultados equivalentes a outros trabalhos relatados na literatura, concluem os alunos.

Números
132 mil é o número de casos de melanoma diagnosticados em todo o mundo por ano, de acordo com a OMS   

3.316
é o número de brasileiros que morreram por câncer de pele somente em 2013


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