Armazéns da Conab estão praticamente sem estoque

Publicação: 2013-04-12 00:00:00 | Comentários: 0
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Os estoques do milho não estão sendo suficientes para atender a crescente demanda do grão no Rio Grande do Norte. Antes do programa de aquisição de alimentos ser criado, para minimizar os efeitos da seca na região Nordeste, em maio de 2012, 4.103 compradores estavam cadastrados na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse  número subiu para 18.239 cadastros até a primeira semana de abril deste ano, o que mostra uma evolução de 445 %.
Magnus NascimentoCom estoque baixo, Conab espera receber milho até 14 de maioCom estoque baixo, Conab espera receber milho até 14 de maio

O superintendente regional da Conab, João Maria Lúcio da Silva, disse que nesses dez primeiros dias de abril foram comercializadas 2.412 toneladas de milho, com o registro de 1.926 atendimentos a criadores de bovinos, caprinos, suínos e até avicultores. De acordo com o Programa de Vendas em Balcão da Conab, em março o volume de vendas do grão alcançou 8,6 mil toneladas e 7,7 mil atendimentos, enquanto em fevereiro, foram vendidos 6,9 mil toneladas do grão e registrados 7,7 mil atendimentos.

João Lúcio da Silva informou, que para beneficiar o maior número de possível de pequenos criadores, houve uma mudança no critério de atendimento, garantindo-se a esse grupo, ainda, 50% da cota  limite de até três toneladas.

O superintendente da Conab explicou que caiu aquela cota para os criadores que tinham direito a uma cota entre 7,1 toneladas e 13,98 t. Agora, permanece apenas duas faixas de atendimento, a primeira de 60 kg a 3 toneladas, com preço da saca de 60 quilos subsidiado a 18,12 e a segunda, de 3,1 toneladas a 6 toneladas, com preço de R$ 21,00 a saca.

Antes do advento do programa especial pelo governo federal, os estoques reguladores da Conab trabalhavam com um preço da saca de 60 kg de milho a R$ 33,60 – um pouco abaixo do valor comercial de mercado.

A Conab também informou que da cota prevista de 77 mil toneladas de milho pelo programa especial da seca em 2012 para o Rio Grande do Norte, 80,4% já foram embarcados, restando o embarque de 18,8 toneladas.

Com relação a 2013, a Conab local já recebeu oito mil toneladas da cota de 110 mil toneladas que cabe ao Estado. Silva disse que persiste o problema da falta de caminhões graneleiros para fazer o transporte rodoviários de grãos, porque estão concentrados no transporte da safra de soja no Centro-Oeste do país, mas confirmou que entre 10 e 14 de maio desembarcam 12 mil toneladas de milho no porto de Natal.

O secretário estadual da Agricultura, da Pesca e da Pecuária, José Teixeira de Souza Júnior, já havia antecipado depois de uma viagem a Brasília no dia 5, de outras 16,8  toneladas de milho viriam de caminhões, bem como avaliou que, ainda assim, seriam insuficientes para atender toda demanda dos agricultores. Já na próxima quarta-feira (17) a Conab  no próximo dia 17 fará novo leilão para aquisição de 103 mil toneladas de milho.

Bancadas vão debater ações políticas para liberar recursos

As bancadas estadual e federal do Rio Grande do Norte vão debater a problemática da seca às 11 horas desta segunda-feira (15), em  Natal, conforme acerto fechado, ontem de manhã, em Brasília, em reunião entre o presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Ricardo Motta (PMN) e o presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Os 24 deputados estaduais vão discutir com os oito deputados federais e dois senadores do Rio Grande do Norte ações políticas para liberação de recursos para obras estruturantes, como aquelas de responsabilidade do governo federal e a execução do chamado PAC da Seca.

O deputado Ricardo Motta já havia anunciado a decisão da Assembléia Legislativa de criar um grupo de trabalho, com a participação de segmentos do setor produtivo, empresários e trabalhadores, e de instituições governamentais e bancos oficiais envolvidos com a problemática da seca, a fim de agilizar ações e criar um fórum permanente de debate sobre a região do semiárido.

A ideia, segundo assessoria da AL, não é criar um grupo de trabalho que vá discutir apenas a questão da atual seca.  Uma de suas finalidades será discutir  propostas para projetos de lei e de emendas às leis já existentes que possam ser enviadas à Câmara Federal, no momento em que o Estado conta com um de seus representantes na presidência daquela Casa, em Brasília.



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