Economia
Arnauld Marcolino, da Elite Consultores: "Consequência de políticas ineficazes"
Publicado: 00:00:00 - 01/12/2019 Atualizado: 12:02:28 - 30/11/2019
Nos últimos cinco anos, o número de pessoas desempregadas e desalentadas no RN cresceu. Por quais motivos é difícil expandir os números de vagas formais no Estado?
Os últimos anos mostram uma consequência de políticas não eficazes. Vários pontos se confluíram para isto. Eu destacaria um ponto de grande relevância: o nível educacional do nosso Estado que poderia ter elevado a qualificação da mão de obra e através disto, o Estado teria alavancado a produtividade das organizações de uma forma geral. Para legitimar esse fato, basta ver os impactos na empregabilidade em Estados de melhor nível educacional, como por exemplo, Santa Catarina. 

Adriano Abreu
Analista de Mercado da Elite Consultores (Arnauld Marcolino)

Analista de Mercado da Elite Consultores (Arnauld Marcolino)


O processo de desindustrialização pelo qual o RN passa há alguns anos traz quais tipos de reflexos negativos? Como é possível revertê-los?
“O sucesso não ocorre por acaso”, diz o escritor Lair Ribeiro. O fracasso também não. A desindustrialização sofre tremendamente com a questão educação, citada acima, porque sem qualificação a indústria não fica tão competitiva. Daí nosso Estado, por conseguinte, não sobrevive. Além disso, outro ponto de extrema relevância é a saúde fiscal do governo do Rio Grande do Norte, que vem com um dos maiores déficits do Brasil. E obviamente isso trava qualquer forma de investimento. Se o Estado criasse melhores condições para atrair mais empresas para se instalarem no Estado, mais empregos seriam gerados. 

Muitos trabalhadores migraram para a informalidade diante da falta de vagas formais. Quais os aspectos positivos e negativos disso para a nossa economia?
A migração de trabalhadores para a informalidade representa uma tábua de salvação. As pessoas precisam “se virar para sobreviver”. É um recurso marcante em países, Estados e cidades mais pobres. Isso agrava de forma substancial todas as políticas porque na informalidade não se consegue mensurar quase nada. E o que não se consegue medir, não se consegue aplicar decisões estratégicas claras acertadas.

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