Arrecadação federal cresce em abril e soma R$ 139 bilhões

Publicação: 2019-05-24 00:00:00 | Comentários: 0
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A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 139,030 bilhões em abril, um aumento real (já descontada a inflação) de 1,28% na comparação com o mesmo mês de 2018. Em relação a março deste ano, houve aumento de 25,84%. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 23, pela Receita Federal.

Malaquias frisou que lucro das empresas ampliou arrecadação
Malaquias frisou que lucro das empresas ampliou arrecadação

O valor arrecadado foi o melhor desempenho para meses de abril desde 2014. Entre janeiro e abril deste ano, a arrecadação federal somou R$ 524,371 bilhões, o melhor desempenho para o período também desde 2014. O montante representa avanço de 1,14% na comparação com igual período do ano passado.

Contribuiu para o resultado de abril a arrecadação de R$ 11,030 bilhões em receitas administradas por outros órgãos, uma alta de 24,82% em relação ao mesmo mês de 2018. No ano, essas receitas somam R$ 25,205 bilhões, 21,12% de crescimento.

As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 31,994 bilhões entre janeiro e abril deste ano, valor maior do que em igual período do ano passado, quando ficou em R$ 27,578 bilhões.

Apenas no mês de abril, as desonerações totalizaram R$ 7,927 bilhões, também acima de abril do ano passado (R$ 6,891 bilhões). Só a desoneração da folha de pagamentos custou aos cofres federais R$ 684 milhões em abril e R$ 2,874 bilhões no acumulado do ano.

Influências
A maior arrecadação de impostos em cinco anos, registrada em abril e nos quatro primeiros meses do ano, decorre do aumento no pagamento de tributos ligados ao lucro das empresas e ao aumento do preço do petróleo e do dólar, explicou o chefe de Estudos Tributários da Receita Federal, Claudemir Malaquias. Ele reforçou que, em abril, houve alta de 7,25% na arrecadação de Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o que contribuiu para o resultado.

Segundo Malaquias, os pagamentos neste início de ano ainda refletem a lucratividade das empresas em 2018. "O imposto de renda está apresentando um desempenho satisfatório em relação ao ano anterior. Os resultados vieram muito acima dos valores recolhidos no ano anterior, o que reflete uma melhora no desempenho das empresas em 2018 em relação a 2017", afirmou.

Também contribuiu para esse aumento uma mudança na legislação feita em agosto do ano passado, que endureceu as regras para compensações tributárias, reduzindo as possibilidades de as empresas descontarem créditos tributários do imposto de renda.

De acordo com o coordenador de Previsão e Análise, Marcelo Gomide, apesar de o governo ter cortado em cerca de R$ 5 bilhões a previsão neste ano para a arrecadação de receitas administradas, a projeção para o crescimento em 2019 continua entre 1% e 1,5%, já descontada a inflação.

Atividade
O subsecretário de Política Fiscal da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, Marco Cavalcanti, ressaltou que a alta de 1,14% na arrecadação do semestre é ligada a fatores específicos e que o quadro de recuperação lenta da economia se reflete em uma arrecadação mais fraca do que o governo gostaria. “O crescimento da indústria ainda não foi recuperado. Ao longo do ano, na medida que economia passe a se recuperar com as reformas, recuperação da economia se acelerará e esperamos que a arrecadação se recupere mais rapidamente", afirmou.







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