Articulação no RN

Publicação: 2019-01-13 00:00:00 | Comentários: 0
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Articulação no RN

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), estará na próxima quinta-feira em Natal para uma reunião com os deputados federais do Rio Grande do Norte. Ele fará uma visita à governadora Fátima Bezerra (PT), às 17 horas. Depois vai à reunião com os parlamentares. Rodrigo Maia programou a viagem a Natal para tratar da reeleição como presidente da Câmara. A escolha será em fevereiro. Mas será uma oportunidade também para a governadora e os deputados articularem apoio às iniciativas que estejam acima dos partidos e coerentes com os interesses do Estado.

Agenda comum

O deputado federal João Maia (PR) defendeu que a bancada federal do Rio Grande do Norte defina uma agenda comum com as reivindicações, junto ao Governo Federal, estratégicas para o Estado. “Os políticos precisam deixar as disputas partidárias para os palanques e, aos assumirem seus mandatos, fazerem aquilo que o cidadão espera: trabalharem e juntarem forças para resolverem os problemas do Rio Grande do Norte. Afinal, é isso o que dá sentido à luta que se enfrenta na disputa pelos votos”, afirmou João   Maia, em artigo publicado na página de opinião da Tribuna do Norte.

Ajuste limitado

As recentes declarações de secretários estaduais — entre os quais o chefe de gabinete civil, Raimundo Alves, ao conceder entrevista à TRIBUNA DO NORTE — deixou mais cético, com a possibilidade do atual governo adotar medidas efetivas no sentido do Estado ter o equilíbrio financeiro e retomar o desenvolvimento. Raimundo Alves descartou a privatização da Caern e admitiu a “venda de ativos”. Isso significa que, no máximo, haverá iniciativas para a venda de bens imóveis que o governo considere dispensável. Algo insuficiente para que se tenha uma mudança de rumo.

Medidas inócuas

Ainda mais preocupante são as declarações vagas de auxiliares da governadora ao serem questionados sobre novas medidas para cortes de gastos. O secretário-chefe do gabinete civil, Raimundo Alves, avalia que os decretos publicados nos primeiros dias são suficientes. Mas qualquer análise constata que esses decretos inicias do governo são inócuo no enfrentamento da crise.

Pouco, muito pouco

Considerando primeiras iniciativas, declarações, se não houve mudança de rumo, a governadora Fátima Bezerra vai ser, se muito, administradora de uma folha de pagamento. Pouco para um estado que precisa, urgentemente de uma retomada, para que a população tenha novas perspectivas.

“Confusão na largada”

A revista Veja destaca em reportagem de capa, na edição que começou a circular neste fim de semana as “idas e vindas” do presidente Jair Bolsonaro. Com o título “Confusão na largada”, a revista aponta que o presidente foi “desmentido três vezes pela própria equipe, Bolsonaro cria desordem na estreia do seu governo”.  A capa é ilustrada com uma montagem do rosto de Bolsonaro sobre a foto que tornou célebre uma foto do ex-presidente Jânio Quadros há mais de 50 anos. Na imagem, de 1961, o ex-presidente aparece com as pernas torcidas e os pés apontando para lados diferentes, em uma síntese da falta de rumo e contradições do estão governo.

Posse flexibilizada

O governo federal prepara campanha publicitária para explicar à população as novas regras para obter a posse de armas no Brasil. O decreto que muda as regras para a posse deve sair nesta semana e vai flexibilizar o Estatuto do Desarmamento. Segundo o jornal O Globo, ”o Planalto quer evitar que o ato do presidente seja entendido por parte da população como um 'risco de aumento da violência'". O jornal informa ainda que a estratégia de comunicação usará televisão, rádio, mídia impressa e outdoor e as redes sociais.

“Sabe apenas pedir” O presidente estadual do PSL, coronel Hélio Oliveira, elevou o tom do discurso de oposição ao governo estadual. “Nós temos um Estado que não ajuda muito o Governo Federal, mas na hora de pedir, sabe pedir”, disse ao conceder entrevista à rádio 95 FM. Ele disse que a atuação de órgãos federais pode ser uma alternativa para o Palácio do Planalto chegar com ações no Rio Grande do Norte. “Temos que dispor destes órgãos federais para que a política do presidente Jair Bolsonaro possa chegar à população, que é quem está na ponta do sistema e quem mais precisa”, comentou.

Consultor

O general Eduardo Villas Bôas deixou o comando do Exército, após quase quatro anos no posto, e vai assumir a função de assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), no Palácio do Planalto. Villas Bôas deve iniciar o novo trabalho a partir de fevereiro, a convite do ministro da pasta, general da reserva Augusto Heleno, de quem é amigo. O governo quer aproveitar a experiência de Villas Bôas como uma espécie de consultor de Heleno, que, por sua vez, é um dos principais conselheiros do presidente Jair Bolsonaro. Tecnicamente, o GSI é responsável pela segurança do presidente e por ações de inteligência e estratégia do governo. Na prática, a pasta ganhou mais força na atual gestão - Heleno exerce influência em decisões estratégicas em diversas áreas.

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