Viver
As famílias e suas posses no sertão colonial potiguar
Publicado: 00:00:00 - 16/06/2015 Atualizado: 21:10:15 - 15/06/2015
O Seridó é, bem dizer, um universo paralelo. Por lá paira uma aura que une e envolve o coletivo em torno de uma identidade cultural própria, marcada, perceptível, difícil de ser vista em outras regiões do Rio Grande do Norte. Considerado um dos territórios mais tradicionais da América portuguesa, o Seridó está no foco do historiador Muirakytan K. Macêdo no livro “Rústicos Cabedais”, onde o autor busca a fluidez e a potência do viés cultural a partir do emaranhado de números, dados e estatísticas que ajudam a remontar o patrimônio familiar e o cotidiano setecentista da região.
O autor apresenta um olhar  cultural a artir do emaranhado de números e estatísticas que ajudam a remontar o patrimônio familiar setecentista da região
Versão literária da Tese de Doutorado de Muirakytan, o livro será lançado esta terça-feira, às 19h, na galeria de arte do NAC, Centro de Convivência da UFRN. “Rústicos Cabedais” sai pela Editora da UFRN, com chancela do selo Flor do Sal, e oferece uma leitura que se distancia da sintaxe acadêmica. O preço de capa é R$ 50 e após o lançamento a obra pode ser encontrada na livraria Cooperativa Cultural.

No título, segunda publicação solo do historiador, que já participou de coletâneas (inclusive como organizador), Macêdo revela uma teia de informações, formatada ao longo de quatro anos de pesquisa, que dimensiona desde o território da terra à fazenda, à casa e, por fim, ao corpo do indivíduo. Uma equação resolvida com registros conhecidos dos “teres e haveres familiares”.

“O que moveu meu trabalho foi a intenção de detalhar, listar referências e analisar – com critérios científicos – questões abordadas de forma genérica em outros livros.  anteriormente em outros livros. Fundamenta o que foi dito anteriormente, por diversos autores, com informações precisas”, disse Macêdo por telefone ao VIVER. Ele acredita que tão importante quanto apresentar fatos e dados reais, é evitar que a leitura se torne fria e atrelada a números. “Minha proposta é fazer com que o leitor tome conhecimento de informações precisas, sem se afastar da esfera cultura”, disse Muirakytan, que analisou inventários para construir um passado colonial verossímil do planeta Seridó.

“Há a comunhão de uma narrativa histórica estudada, celebrada, minha preocupação é com o sujeito coletivo”, frisou o autor, que verifica a existência de uma identidade cultural regional não municipalizada.

Serviço
Lançamento do livro “Rústicos Cabedais – Patrimônio e cotidiano familiar nos sertões da pecuária (Seridó – Séc. 18)”, de Muirakytan K. Macêdo, esta terça-feira (19h, na galeria de arte do NAC/UFRN.


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