As Metas pastorais da Arquidiocese de Natal (I)

Publicação: 2019-01-11 00:00:00 | Comentários: 0
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Dom Jaime Vieira Rocha
Arcebispo de Natal

Queridos irmãos e irmãs! Ao iniciarmos o ano de 2019, último ano do nosso Marco Referencial da ação Pastoral 2016-2019, somos convidados a refletir sobre a nossa caminhada pastoral, tendo em vista a elaboração do novo Plano Pastoral. Nós iremos fazê-lo, em novembro próximo, após a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentar as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, que serão construídas na Assembleia Geral que acontecerá em maio deste ano.

O Marco Referencial da Ação pastoral 2016-2019 foi construído em etapas, com participação dos agentes de pastoral, padres, diáconos e leigos. Ele contém metas, estratégias, além da “visão” e da “missão” da Igreja de Natal.

A missão é, de forma resumida, o que a Arquidiocese de Natal assume como mandato, considerando o contexto eclesial e sócio-econômico-político-cultural em que está inserida. Já a visão mostra em que a Arquidiocese de Natal pretende continuar ou se tornar referência no período de vigência do Plano Pastoral, no caso, 2016-2019.

Proponho neste mês de janeiro refletir sobre as metas que construímos juntos e que vão de encontro aos problemas-desafios ou fragilidades que precisamos enfrentar. A primeira meta diz: “formação missionária integral – bíblica, catequética, litúrgica e doutrinária – implementada de modo a favorecer a conversão pastoral, a capacitação de lideranças e uma ação sócio-político-transformadora, numa forte relação entre Fé e vida, numa perspectiva ecológica integral”.  Esta meta foi elaborada tendo em vista as várias fragilidades, apontadas pelos agentes de pastoral (padres, diáconos, leigos e leigas). Seguindo as cinco urgências da ação evangelizadora, apresentadas pela CNBB, a primeira meta busca enfrentar o problema da formação dos agentes. Sem um formação integral será difícil assumir o compromisso missionário. Precisamos investir na formação dos agentes para que eles possam viver a missão com entusiasmo e alegria. E a formação deve ser permanente, pois a missão é permanente.

Os conteúdos e as dimensões dessa formação não poderão ser outros senão o que a Igreja mesma aponta: primado da Palavra de Deus, onde podemos ver que “aprouve a Deus. na sua bondade e sabedoria, revelar-se a Si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade (cfr. Ef. 1,9), segundo o qual os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo e se tornam participantes da natureza divina (cfr. Ef. 2,18; 2 Ped. 1,4). Em virtude desta revelação, Deus invisível (cfr. Col. 1,15; 1 Tim. 1,17), na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos (cfr. Ex. 33, 11; Jo. 15,1415) e convive com eles (cfr. Bar. 3,38), para os convidar e admitir à comunhão com Ele” (CONCÍLIO VATICANO II. Constituição dogmática sobre a Revelação divina, Dei Verbum, n. 2). É à luz da Palavra de Deus que as outras dimensões encontram o seu sentido e a sua verdade: catequese, liturgia e doutrina. 

O Plano Pastoral 2016-2019 tendo como primeira meta a formação missionária integral tem a grande inspiração no papa Francisco. Uma formação integral, tendo como base e alicerce a consciência missionária, levará os agentes de pastoral (bispo, presbíteros, diáconos, religiosos e religiosas e leigas e leigos), a viver a missão como expressão de misericórdia, isto é, a primeira meta quer investir na formação de agentes comprometidos com uma fé unida à vida e que seja transformadora da sociedade, para que ela seja mais cristã e, por isso mesmo, mais próxima da pessoa, valorizando a dignidade de cada um, sua liberdade e sobretudo, uma imagem de Deus que seja coerente com o Evangelho de Jesus Cristo.

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