As novas atmosferas do Plutão

Publicação: 2018-06-27 00:00:00 | Comentários: 0
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Ramon Ribeiro
Repórter

Vivendo em São Paulo há pouco mais de um ano, é natural que a Plutão Já Foi Planeta tenha diminuído os shows em Natal. A última apresentação na cidade foi em janeiro deste ano, na Ribeira, bairro que a banda guarda ótimas memórias de shows. Quase seis meses depois, a Plutão retorna a Natal para um novo show, desta vez na Cientec, na UFRN, outro lugar especial para o grupo. “É um lugar de nostalgia. Fizemos um show na Cientec de 2015 que até hoje tem pessoa que comenta com a gente”, diz a vocalista Natália Noronha. A apresentação na Cientec será no dia 30 de junho, às 21h, no Anfiteatro do Campus da UFRN, com entrada gratuita.

Natalenses da Plutão Já Foi Planeta consolidam morada em SP. A estratégia turbinou a agenda com muitos shows, que incluem festivais CoMA, em Brasília, e Timbre, em Uberlândia, além de apresentações no Rio e em São Paulo
Natalenses da Plutão Já Foi Planeta consolidam morada em SP. A estratégia turbinou a agenda com muitos shows, que incluem festivais CoMA, em Brasília, e Timbre, em Uberlândia, além de apresentações no Rio e em São Paulo

Do show em janeiro em Natal até o retorno a cidade, várias coisas legais aconteceram com a Plutão. Apresentação no Lollapalooza, em São Paulo, abertura do show dos americanos Imagine Dragons, no Rio de Janeiro, e lançamento de uma música nova, “Estrondo”, com videoclipe. A canção será tocada para o público potiguar pela primeira vez na Cientec. Além dessa música, o público poderá acompanhar o repertório do disco mais recente “A Última Palavra Feche a Porta”, de 2017. “Foi um primeiro semestre incrível. Vir pra Natal, trazendo música nova, tocando num evento importante, tudo isso deixa o show mais especial”, afirma Natalia, que forma a banda ao lado Sapulha Campos (guitarra), Gustavo Arruda (guitarra e baixo), Vitória de Santi (baixo) e Renato Lellis (bateria).

“Estrondo” foi a primeira música de estúdio da Plutão desde a ida para São Paulo e, segundo a vocalista, vem para marcar uma nova fase do grupo. “Essa mudança de ares foi sentida nas composições. Estamos vivendo uma nova atmosfera. É uma miscelânia de acontecimentos que acaba afetando nossa sonoridade. Estamos produzindo coisas novas, bem diferente do que já fazíamos”, comenta a potiguar sem dar mais pistas do que pode vir pela frente. “Antes de pensar num disco novo vamos trabalhar em cima de singles. Próximo semestre soltaremos outra música nova que gravamos em estúdio”.

A Plutão estourou nacionalmente em 2016, por ocasião da participação no reality SuperStar, da Globo. Desde então tem se mantido em alta, o que, de acordo com Natália, naturalmente levou a banda a uma mudança de morada. Ir para São Paulo foi uma questão de logística. Nos criamos em Natal, amamos nossa cidade, conquistamos um público muito bacana, mas chega um momento em que é preciso circular. E estando em São Paulo é melhor para viajar, mais barato, além de que mais portas podem se abrir”, explica. Ela diz que a recepção em Sampa foi muito boa e que grupos Selvagens à Procura da Lei, do Ceará, Supercombo, do Espírito Santo, e Far From Alaska, do Rio Grande do Norte, ajudaram nisso. “São bandas que viveram coisas parecidas com a nossa. Isso aproximou a gente”.

Desde a notoriedade conquistada com a participação no SuperStar, a banda tem circulado bastante e acumulando histórias. “É muito massa circular, chegar numa cidade que a gente não conhece e se deparar com o público cantando suas músicas”, diz Natália, que se sentiu impressionado com a plateia de Belo Horizonte. “É um público especial, nos lembrou a galera de Natal. O pessoal tem uma efervescência grande no show. Acho que é porque já existe na cidade uma cena forte de pop rock”.

Para este segundo semestre, a Plutão espera manter a agenda agitada. Alguns shows já estão marcados, como os dos festivais CoMA, em Brasília, e Timbre, em Uberlândia, além de apresentações no Rio e em São Paulo. As participações em festivais são oportunidades que a banda abraça com carinho, já que rendem boas experiências. “Participar em festival é uma oportunidade muito legal. Você toca para um público misto, que está lá por causa de outro show e acaba conhecendo a sua banda. É bom para se posicionar politicamente também, que é algo importante. Além de poder conversar com outros artistas, o que muitas vezes gera parcerias nos palcos”, conta Natália.


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