Assembleia não votará projeto sobre regime previdenciário de servidores do RN

Publicação: 2017-12-19 09:31:00 | Comentários: 0
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O projeto que trata sobre a mudança no regime previdenciário dos servidores do Rio Grande do Norte não será votado na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (19). O Poder Legislativo argumentou que a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, sobre o caso foi o motivo para a saída da matéria da pauta de votação. A mudança, de acordo com o Governo do Estado, era condição por parte do Planalto para liberação de ajuda financeira ao Rio Grande do Norte.
Servidores protestam em frente a Assembleia Legislativa do RN
Servidores foram para frente da Assembleia

Na noite da segunda-feira (18), Lewandowski suspendeu artigos da medida provisória que adiavam em um ano o reajuste do funcionalismo federal e aumentavam a contribuição previdenciária dos servidores que ganham mais de R$ 5,5 mil, de 11% para 14%. A economia esperada pelo governo com essas duas medidas em 2018 é de R$ 4,4 bilhões.

Com a decisão de Lewandowski, o Legislativo retirou de pauta a proposta de aumento da alíquota para os funcionários públicos do Rio Grande do Norte, que também passaria de 11% para 14%, até que haja uma definição sobre a constitucionalidade da proposta. O caso será analisada pelo plenário do STF, provavelmente, em 2018.

Necessidade

De acordo com o Governo do Estado, o Estudo de Avaliação Atuarial 2017 do Regime Próprio de Previdência do Social (RPPS), realizado pelo Banco do Brasil, aponta necessidade de elevação da alíquota de contribuição previdenciária dos servidores para 14%. Segundo o Executivo, o estudo avaliou, a partir dos resultados obtidos na Avaliação Atuarial 2017 do Instituto de Previdência dos Servidores do Rio Grande do Norte (IPERN), o impacto da aplicação do reajuste da alíquota de contribuição.

No caso do RN, alíquota incide, para os servidores ativos, sobre a totalidade da remuneração. Para os servidores inativos e pensionistas, incidentes sobre a parcela do benefício que excede ao teto do Regime Geral de Previdência Social, salvo as exceções previstas em lei.

O documento eleva a contribuição do Estado para 28%, respeitando o limite superior previsto no artigo 2º da Lei Federal 9.717/98. Dessa forma, a alíquota de contribuição normal para o regime passaria de 33% para 42%.

Considerando a elevação das alíquotas, de acordo com o apontado no estudo, o Estado afirma que a alteração geraria uma redução no déficit atuarial dos servidores civis de R$ 6.264.230.124,860 e de R$ 1.101.605.928,470 no déficit atuarial dos militares.

Com base nos dados levantados, o estudo apontou que é necessária revisão das alíquotas de contribuição de contribuição normal vigentes no âmbito do RPPS do Estado. Apontou ainda que, mesmo com a elevação e custeio de nove pontos percentuais, a alíquota do RPPS no RN ficaria abaixo do necessário para gerar equilíbrio financeiro e atuarial ao Regime.

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