Associações de Militares afirmam que 80% da tropa da PM mantém mobilização

Publicação: 2018-01-03 20:48:00 | Comentários: 0
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Os policiais militares e Bombeiros elaboraram uma lista com 14 reivindicações que deve ser entregue nesta quinta-feira (4) a representantes do Governo do Estado. Durante assembleia da categoria ocorrida na tarde desta quarta-feira (3), ficou definido que está mantida a operação 'Segurança com Segurança', que restringe o policiamento no Estado. A categoria mantém o discurso que não há uma greve, mas uma reivindicação de condições de segurança para que os militares saiam às ruas. 

Segundo as associações que representam os PMs e Bombeiros, apenas 20% do efetivo normal estavam nas ruas nesta quarta-feira em Natal. Em Mossoró, esse índice sobe para 30%. O Comando da PM não confirma esses números, e se limitou a informar que 59 viaturas estavam nas ruas da Capital, mas não explicou quanto isso significa do total dos veículos disponíveis.
Assembleia dos militares

Segundo o subtenente Eliabe Marques, presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBMRN), os militares se recusam a trabalhar sem condições dignas e segurança. Ele afirma que as decisões judiciais têm sido cumpridas dentro da legalidade, mas não se pode obrigar os militares a encarar "condições de trabalho indignas e ilegais". 

Entre os principais problemas apontados pela PM estão as condições precárias dos veículos,  coletes à prova de balas vencidos, falta de munição e até de farda.

Na assembleia desta quarta (3), ficou definido que os militares vão pedir ao Governo do Estado um cronograma definitivo de pagamento dos salários em atraso e de solução para os problemas estruturais.

Decisão Judicial
Desde o dia 19 de dezembro, o patrulhamento operacional não era feito em Natal, Região Metropolitana e Mossoró. Os policiais e bombeiros militares cumpriam expediente nos quartéis e argumentavam que, portanto, não havia greve. Porém, a Justiça definiu o movimento como grevista e determinou a prisão daqueles que incitem, defendam ou provoquem um movimento grevista. 

A decisão do desembargador Cláudio Santos, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), autorizando a prisão dos militares por parte de comandantes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e do delegado-geral da Polícia Civil saiu no último domingo (31). A decisão foi favorável a um pedido do Governo do Estado. O Executivo defende que os servidores da segurança pública desobedeceram à primeira decisão da Justiça (de Judite Nunes), no domingo (24), que considerou o movimento ilegal.

Até esta quarta (3), nenhum policial foi detido. 

A cúpula da Segurança do Estado não quis comentar a decisão dos militares, nem adiantar o que será tratado na reunião desta quinta-feira (4). A assessoria do Governo do Estado não confirmou quem recebe os representantes do militares.








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